quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Vetiver (vetver) – “Vetiveria zizanioides”
Esta planta é excelente para a estabilização do solo e o controle de erosão. Pode chegar a medir dois metros de altura, ter raízes com até seis metros de profundidade e viver até 50 anos. Ela também é conhecida como capim-vetiver, capim-de-cheiro, grama-cheirosa, grama-das-índias, falso-pachuli, pachuli (patchuli) e raiz-de-cheiro.
Com as folhas são feitos tapetes, cestas e servem para cobrir telhados; e com suas raízes aromáticas se faz telas, tecidos, leques, além da extração do óleo essencial, conhecido na Índia como o óleo da tranqüilidade (alivia o estresse e relaxa). Tem cheiro de terra, madeira e cítricos.
A EST, empresa brasileira de cosméticos, conhecida entre os vegetarianos por não utilizar nenhum ingrediente extraído de animais e não testar em animais, produz xampu e condicionador com este óleo orgânico. Indicados para cabelos mistos, o condicionador também é um excelente amaciador de pelos e pode ser utilizado antes do barbear. Podem ser encontrados em www.lojagerminar.com.br
A raiz do vetiver está na lista de plantas medicinais por combater a febre, enxaqueca, entre outras; e protege as roupas e a pele de insetos.
No livro “Viver de bem com a vida – alimentação natural e plantas medicinais para uma vida saudável”, de Paulo A. Bordino, LMP Editora, (www.viverdebemcomavida.com.br/) fornece a receita de um chá para combater a enxaqueca:
- Raiz em infusão: 15g para cada um litro de água. Tomar três a quatro xícaras de chá ao dia.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Pássaros e gatos ou a liberdade pela óptica feminina?
Estou apaixonada pelas fotos com asas de Adriana Gragnani (http://www.asgavetas.blogspot.com/). A foto acima foi enviada pela artista para este blog.
Os gatos
Lygia Fagundes Telles
“Ele fixaria em Deus aquele olhar de esmeralda diluída, uma leve poeira de ouro no fundo. E não obedeceria porque gato não obedece. Às vezes,quando a ordem coincide com sua vontade, ele atende, mas sem a instintiva humildade do cachorro. O gato não é humilde. Traz viva a memória da liberdade sem coleira. Despreza o poder porque despreza a servidão. Nem servo de Deus. Nem servo do Diabo.
Mas espera, já estou me precipitando, eu pensava naquela fábula da infância: é que Deus Nosso Senhor pediu água ao cachorro que lavou lindamente o copo e com sorrisos e mesuras foi levá-lo ao Senhor. Pedido igual foi feito ao gato e o que fez o gato? O fingido escolheu um copo todo rachado, fez pipi dentro e dando gargalhadas entregou o copo nojento na mão divina.
Acreditei na fábula, na infância a gente só acredita. Mais tarde, conhecendo melhor o gato, descobri que ele jamais teria esse comportamento, questão de feitio. De caráter. Ele ouviria a ordem e continuaria deitado na almofada, olhando. Quando se cansasse de olhar, recolheria as patas como o chinês antigo recolhia as mãos nas mangas do quimono. E mergulharia no sono sem sonhos, gato sonha menos do que cachorro que até dormindo se parece com o homem. Outro ponto discutível: dando gargalhadas? Mas gato não dá gargalhada, só cachorro. Meus cachorros riam demais abanando o rabo, que é o jeito natural que eles têm de manifestar alegria, chegavam mesmo a rolar de rir, a boca arreganhada até o último dente. O gato apenas sorri no ligeiro movimento de baixar as orelhas e apertar um pouco os olhos, como se os ferisse a luz. Esse é o sorriso do gato – ô bicho sutil! indecifrável. Inatingível.
Nem pior nem melhor do que o cachorro, mas diferente. Fingido? Não, ele nem se dá ao trabalho de fingir. Preguiçoso, isso sim. Caviloso. Essa palavra saiu da moda mas deveria ser reconduzida, não existe melhor definição para a alma do felino. E de certas pessoas que falam pouco e olham. Olham. Cavilosidade sugere esconderijo, cave – aquele recôncavo onde o vinho envelhece.
Na cave o gato se esconde, ele sabe do perigo. Mas o cachorro se expõe, inocente.
Foi na minha juventude que conheci o gato bem de perto. Me preparava para os vestibulares da Academia do Largo de São Francisco, era noite. E eu lia Iracema sem vontade, lia em voz alta, aos brados, para espantar o sono. Então ouvi um ruído brusco de coisa algodoada entrando pela janela e parando atrás da minha cadeira. Senti o olhar da coisa se fixando em mim. Fui me voltando devagar, afetando aquela calma que estava longe de sentir: um gato malhado, espetado nas quatro patas, me encarava, perplexo. Eu também perplexa. Fomos nos recuperando do susto, eu menos tensa do que ele. Meu apartamento era no primeiro andar de um prédio cercado de casario e essa janela da sala dava para o telhado de uma casa velhíssima, por onde transitavam os gatos do bairro.
Por onde andam hoje os gatos que não encontro mais nenhum. Naquele tempo havia gato à beça nos muros, nos telhados. “É que a vida apertou e gato dá um bom cozido”, explicou o jornaleiro. A fome aumentou e o telhado diminuiu, onde agora os telhados nos quais eles ficavam tomando sol? Caçando passarinho. Amando. Os ratos todos em plena circulação, fortalecidos. E os gatos, onde estão os gatos? Pois aquele era um gato de telhado, as manchas amarelas e pretas num fundo branco. E os olhos. Por alguma razão obscura, escolheu minha casa: estendi a mão afeita a acariciar cabeça de cachorro. Mas cabeça de gato não é cabeça de cachorro – primeira lição que ele deu ao recuar com uma soberba que me confundiu. A conquista do gato é difícil, embrulhada, não tem isso de amor repentino: mais um movimento de aproximação e ele fugiria ventando.
Fui buscar o pires de leite, deixei-o ao alcance do visitante da noite e continuei a ler o romance da virgem dos lábios de mel, mas em voz baixa, intuí que ele preferia o silêncio. Ele ou ela? Sexo de gato não é nítido como sexo de cachorro, outra diferença importante. Leva algum tempo para a descoberta do sexo, da unha e da idade.
Gato ou gata, vai se chamar Iracema, resolvi. E deixei meu hóspede, a casa é sua.
Então ouvi o ruído delicado, ele bebia leite, mas não como os cachorros bebem, sofregamente, espirrando em redor. O gato é discreto. Há que amá-lo discretamente, pensei e fiquei sorrindo. Tenho um gato.
“Tudo passa sobre a terra!” – estava escrito no final do romance que achei triste. Olhei para a outra Iracema que dormia no meio do tapete. Também você vai passar? Tu quoque, Iracema?! Não sabia ainda que permaneceria infinita na minha finitude.”
Texto extraído do livro “A disciplina do amor”
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Bioabsorventes – 100% algodão. O preconceito pode ser fatal.
Os bioabsorventes são confeccionados em tecido de algodão antialergênico, nos livra do contato com as substâncias químicas não saudáveis dos absorventes descartáveis que provocam alergias, cistos, infecções, cólicas e até câncer.
Absorventes e tampões descartáveis são feitos de papel (árvores) alvejado, plásticos e vários contêm ingredientes mais desagradáveis, como metais, surfactantes, desinfetantes, fragrância, bactericida, fungicida, gel absorvente, colas e traços de organocloretos entre outros ingredientes. A lei não regula o que vai aos produtos menstruais e as indústrias não precisam listar seus componentes na embalagem.
Pegando apenas um exemplo do impacto que isso pode ter em você: organocloretos, como a dioxina, um subproduto do processo de branqueamento, tem sido associado a problemas de saúde em humanos e animais, contribuindo para o câncer de mama, deficiências do sistema imunológico, endometriose, defeitos no feto e câncer de colo de útero (cérvix).
Há caso de mulheres que alegam infecções nas paredes da vagina devido ao uso de tampões. E produtos absorventes vêm sendo associados ao aumento do risco da Síndrome do Choque Tóxico.
Obs.
O choque tóxico pode ser ocasionado por infecção interna causada por bactéria – e há descrição de óbito por este motivo - como alguns casos de AVC (derrame cerebral) em usuárias de pílulas anticoncepcionais, por isso não faremos da exceção a regra. Prefira absorventes externos e nunca fique mais de duas horas com eles. (http://www.cliquesaude.com.br)
A Germinar comercializa bioabsorventes lindos da Morada da Floresta: www.lojagerminar.com.br
CACHORRO É ASSASSINADO NA PRAÇA DA SÉ
Dia 13, sexta-feira, na Galeria do Rock, São Paulo-SP. Um ativista pede para divulgar para amigos, protetores e pela internet a seguinte declaração:
“Munícipe reclama da conduta do servidor, conforme dados fornecidos:
- Identificação do funcionário: Pimente!
- Relato dos fatos: cita que no dia 10 de novembro, às 10h, o funcionário estava na Praça da Sé, ao lado de uma base desativada da Guarda Municipal Metropolitana, com o veículo de placa GCM 0269. Alega que presenciou o servidor pisar de propósito na cabeça de um cachorro, que pertencia a uma moradora de rua. Acrescenta que após o fato, o animal morreu”. Protocolo OG 014123-2009. Ouvidoria Geral, Prefeitura de São Paulo.
Francisco! Seu protesto está registrado.
O ideal é, no mínimo, exigir que a Prefeitura despeça este desqualificado por justa causa e que a Justiça também cumpra seu papel.
Absorventes e tampões descartáveis são feitos de papel (árvores) alvejado, plásticos e vários contêm ingredientes mais desagradáveis, como metais, surfactantes, desinfetantes, fragrância, bactericida, fungicida, gel absorvente, colas e traços de organocloretos entre outros ingredientes. A lei não regula o que vai aos produtos menstruais e as indústrias não precisam listar seus componentes na embalagem.
Pegando apenas um exemplo do impacto que isso pode ter em você: organocloretos, como a dioxina, um subproduto do processo de branqueamento, tem sido associado a problemas de saúde em humanos e animais, contribuindo para o câncer de mama, deficiências do sistema imunológico, endometriose, defeitos no feto e câncer de colo de útero (cérvix).
Há caso de mulheres que alegam infecções nas paredes da vagina devido ao uso de tampões. E produtos absorventes vêm sendo associados ao aumento do risco da Síndrome do Choque Tóxico.
Obs.
O choque tóxico pode ser ocasionado por infecção interna causada por bactéria – e há descrição de óbito por este motivo - como alguns casos de AVC (derrame cerebral) em usuárias de pílulas anticoncepcionais, por isso não faremos da exceção a regra. Prefira absorventes externos e nunca fique mais de duas horas com eles. (http://www.cliquesaude.com.br)
A Germinar comercializa bioabsorventes lindos da Morada da Floresta: www.lojagerminar.com.br
CACHORRO É ASSASSINADO NA PRAÇA DA SÉ
Dia 13, sexta-feira, na Galeria do Rock, São Paulo-SP. Um ativista pede para divulgar para amigos, protetores e pela internet a seguinte declaração:
“Munícipe reclama da conduta do servidor, conforme dados fornecidos:
- Identificação do funcionário: Pimente!
- Relato dos fatos: cita que no dia 10 de novembro, às 10h, o funcionário estava na Praça da Sé, ao lado de uma base desativada da Guarda Municipal Metropolitana, com o veículo de placa GCM 0269. Alega que presenciou o servidor pisar de propósito na cabeça de um cachorro, que pertencia a uma moradora de rua. Acrescenta que após o fato, o animal morreu”. Protocolo OG 014123-2009. Ouvidoria Geral, Prefeitura de São Paulo.
Francisco! Seu protesto está registrado.
O ideal é, no mínimo, exigir que a Prefeitura despeça este desqualificado por justa causa e que a Justiça também cumpra seu papel.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Dias 15 e 18 de novembro: São Paulo e Rio de Janeiro
Mega Bazar Bingante do Quintal de São Francisco
Seu Natal recheado de presentes que fazem a diferença na vida dos animais
15 DE NOVEMBRO, domingo, das 11 às 18 horas
Contará com a presença de várias ONGs parceiras da defesa animal,
vendendo seus maravilhosos produtos institucionais, cuja renda será destinada aos cuidados dos animais abandonados.
Rua Domingos de Moraes, 1.581, das 11 às 18 horas.
Você vai dançar, comer alimento vegetariano e vegano, salgados e doces deliciosos, comprar belos presentes para presentear amigos e familiares.
2º Festival Internacional de Humor do Rio de Janeiro
Dia 18 de novembro de 2009, às 19h
Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo
Tel. (21) 3131-3060
Seu Natal recheado de presentes que fazem a diferença na vida dos animais
15 DE NOVEMBRO, domingo, das 11 às 18 horas
Contará com a presença de várias ONGs parceiras da defesa animal,
vendendo seus maravilhosos produtos institucionais, cuja renda será destinada aos cuidados dos animais abandonados.
Rua Domingos de Moraes, 1.581, das 11 às 18 horas.
Você vai dançar, comer alimento vegetariano e vegano, salgados e doces deliciosos, comprar belos presentes para presentear amigos e familiares.
É necessário comprar o CONVITE antecipadamente para garantir sua participação.
CONVITE – R$20,00
LIGUE e GARANTA seu lugar 11- 2062-8263/2061-6122.
direito 3(três) cartelas, MOTO, NOTEBOOK e TV LCD 32".
Divulgue e venha se divertir.
COLABORE, os animais agradecem!2º Festival Internacional de Humor do Rio de Janeiro
Dia 18 de novembro de 2009, às 19h
Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo
Tel. (21) 3131-3060
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Novembro
A classe média e sua "bondade" desqualificada
Uma vez ouvi uma declaração belíssima do Romário: “o Pelé é um poeta quando fica calado”.O Caetano Veloso é excelente quando canta. Tem voz e repertórios incríveis, mas quando abre a boca... Ele sabe que sua popularidade tem repercussão, principalmente em setores da classe média que procura ficar sempre de joelhos, rezar e, sempre e mais uma vez, repetir até a exaustão (sabe-se lá quando terão outra oportunidade) os depoimentos anti-Lula.
Não sabe a infeliz, o quanto é manipulada, ridicularizada nos bastidores e humilhada por sua ignorância; não tem espírito crítico, porque não tem opinião formada; esquece as privatizações e o desemprego crônico gerados no governo anterior (leia-se Fernando Henrique Cardoso).
Mas ela tem como se redimir: o espírito natalino que clama por suas contribuições cristãs – a classe patética que odeia o bolsa família, copia o refrão que a única classe privilegiada é a “C” e que hoje ela (a “mérdia) vive pior do que no governo anterior – terá a oportunidade de dizer, entre seu(s) funcionário(s) o quanto é boa e o quanto arrecadou para “os pobres, os orfanatos e os asilos”.
"Se dou comida aos pobres, eles me chamam de santo. Se eu pergunto por que os pobres não têm comida, eles me chamam de comunista"
Dom Hélder Câmara
25 de novembro – dia mundial sem carne
No próximo dia 25 de novembro comemora-se o Dia Mundial sem Carne. É uma campanha lançada em 1986 para envolver tanta gente quanto possível num compromisso de rejeitar toda a comida oriunda de violência (carne bovina, suína, de aves, peixes, crustáceos, etc.).
Para esta data, o Instituto Nina Rosa criou a promocão:
- 1 camiseta Ceci est un porc, ce n'est pas une saucisse (Isto é um porco, não é uma salsicha!)
Incluso como brinde um adesivo "Todo Animal é Sagrado".
R$35,00, com frete incluído para qualquer lugar do país.
Adquira já a sua camiseta: http://www.institutoninarosa.org.br/
domingo, 8 de novembro de 2009
Aliado G e Jeosafá: palcos das letras
Neste sábado conheci ao vivo e a cores o Aliado G (Face da Morte). Ele realmente é um gigante na altura e, ao que tudo indica, como pessoa – poeta, músico e político. Estava usando uma camiseta que adoro da Galeria do Rock, em São Paulo: as meninas boazinhas vão para o céu, as outras vão à luta.
JEOSAFÁ – POESIAS NA ESCOLA
EDITORA BIRUTA
Convida para debate de lançamento de
Poesia na Escola
12 receitas do professor Jeosafá
01/12/2009 - A partir das 19h30
LIVRARIA DA VILA
Rua Fradique Coutinho, 915 – Fone: 3814-5811
São 3 livros deliciosos:
12 receitas para séries iniciais do Ensino Fundamental;
12 para as séries finais desse mesmo nível;
12 para o Ensino Médio.
São 36 receitas, um verdadeiro banquete!
Por quê?
Não vivemos tempos fáceis para a poesia, você há de concordar. Por que ela, ao menos no Brasil, ocupa espaços cada vez mais reduzidos nas estantes das livrarias?
A coitada está num miserê tal que, se morresse, seu enterro seria exatamente igual ao daqueles pobres andarilhos que tombam exangues pelas ruas das grandes cidades ou pelas beiradas das rodovias deste país imenso: uma viatura, sem maiores alardes, para não chamar a atenção dos transeuntes, apanharia o corpo serenado e mal coberto pelos andrajos úmidos da noite e o levaria para o lugar nenhum. Ninguém para olhar a cena.
Então é melhor deixar as coisas do jeito que estão, senão podem piorar, não é mesmo? Não, não é.
Ao menos é o que pensa o professor, poeta, contista e romancista Jeosafá Fernandez Gonçalves.
Venha debater com ele suas inusitadas receitas de trabalho com poesia, que têm como principal objetivo o recrutamento de novos leitores para esse gênero cujos adeptos nunca se entregam sem luta e que adotam desde sempre o bordão:
Hasta la Victoria, siempre!
Amplexos do JeosaFÁ (www.amplexosdojeosafa.blogspot.com)
Era uma vez no meu bairro (www.eraumaveznomeubairro.blogspot.com)
sábado, 31 de outubro de 2009
10 anos sem Nise da Silveira. Uma psiquiatra gateira
"Eu poderia ter feito um livro que acentuasse mais as maldades que as pessoas fazem com os animais. Mas a tristeza não acrescenta muito"
Nasceu em Maceió e formou-se na Faculdade de Medicina da Bahia. Era a única aluna, em uma turma com 156 homens. Em 1933, após ser aprovada em um concurso de psiquiatria, começa a trabalhar no Hospital da Praia Vermelha, Rio de Janeiro. Em 1936, em função de uma denúncia por posse de livros marxistas, fica presa durante 18 meses.Neste período, também estava no mesmo presídio Graciliano Ramos. Nise da Silveira torna-se uma das personagens de Memória do Cárcere.
Mas é no campo na psiquiatria que está a sua revolução. “Quando a psiquiatra Nise da Silveira criou o Serviço de Terapêutica Ocupacional do Centro Psiquiátrico Pedro II, no Rio, em 1946, os maiores avanços da psiquiatria mundial ainda eram a lobotomia, que surgiu durante o salazarismo em Portugal, e o eletrochoque, inventado na Itália fascista”.
Emoção num pedaço de veludo
Trecho de “Gatos, a emoção de lidar”
"Entre 1946-1974 dirigi a seção de terapêutica ocupacional no Centro Psiquiátrico Pedro II. Optei por utilizar como método a terapia ocupacional, método considerado de importância menor e até mesmo subalterno. Contudo, minha intenção era reformá-lo completamente. (...) Para nós faltava-lhe algo, faltava-lhe emoção.
Foi quando certo dia um rapaz freqüentador da Terapia Ocupacional, em vez de entrar numa das salas de trabalhos masculinos preferiu entrar na sala de atividades femininas atraído pelas qualidades latentes que pressentia existirem num pedaço de veludo estendido sobre a mesa da sala. Dirigiu-se à monitora Maria Abdo e perguntou: 'Posso com este pano fazer um gato?' (...)
Completado o gato, Luis Carlos tomou um lápis e escreveu:
'Gato simplesmente angorá do mato
Azul olhos nariz cinza
Gato marrom
Orelha castanho macho
Agora rapidez
Emoção de lidar'
Trecho da entrevista à revista “Época”
Época: Por que sua admiração pelos gatos?
Nise da Silveira: Cultivo muito a independência. Por isso gosto do gato. Muita gente não gosta pela liberdade de que ele precisa para viver. No circo você vê tigre e urso, mas não vê um gato. O gato é altivo, e o ser humano não gosta de quem é altivo.
Época: A senhora foi pioneira no uso de animais no tratamento de doentes mentais, hoje muito mais usado na Europa que no Brasil. A psiquiatria avançou bastante aqui?
Nise: A introdução de animais como co-terapeutas foi o que em minha vida mais me fez sofrer. Fui ridicularizada. De modo que me liguei muito a outros países onde a psiquiatria era mais desenvolvida. Há várias correntes de tratamento, muitas hoje eu nem conheço. Mas não houve um grande avanço. Ainda se confia muito no remédio. Remédio não me parece muito eficiente. Pode ter efeito paliativo, mas não curativo. Confio mais no afeto e na ação curativa da alegria.
Época: A senhora chegou a ser presa como comunista, no Estado Novo. Hoje, como a senhora vê o mundo?
Nise: Felizmente fui presa no tempo do Getúlio. Se fosse no do Médici, eu não estaria aqui falando com vocês. O domínio do capitalismo parece que não está trazendo nada de muito bom. Também o comunismo teve suas grandes falhas, que são da natureza humana.
Época: A senhora ainda acredita em utopias?
Nise: Não. Desejo um mundo socialista, justo, mas não vejo como poderia se realizar. Quem dera o mundo fosse bom, mas não é. O que há, ainda, são pessoas boas, como o Betinho, que lutou até o último momento.
Museu de Imagens do Consciente
História
O Museu de Imagens do Inconsciente teve origem nos ateliês de pintura e de modelagem da Seção de Terapêutica Ocupacional, organizada por Nise da Silveira em 1946, no Centro Psiquiátrico Pedro II. Aconteceu que a produção desses ateliês foi tão abundante e revelou-se de tão grande interesse científico e utilidade no tratamento psiquiátrico que pintura e modelagem assumiram posição peculiar.
http://www.museuimagensdoinconsciente.org.br/
PRECONCEITOS
Algumas coisas esquisitas estão acontecendo, além de morar em uma cidade do porte de São Paulo. Por exemplo: ter um governador do PSDB e um prefeito do DEM”o” é a lama, como diz o bom baiano.Proibir alguém fumar em bares e restaurantes (já havia lugares próprios para fumantes) parece que despertou o instinto reacionário embutido em toda a província.
O caso na Uniban demonstra que a juventude preconceituosa do local é capaz de gerar outro movimento atrasado: mulheres não podem usar saias curtas; homens não podem sair sem camisa.
Não é a toa que o estado promove rodeios; não tem nenhuma preocupação com o meio ambiente – vide as praias em períodos de temporadas; tem um dos piores índices mundiais em leitura; o maior subserviente dos Estados Unidos nas Américas e Caribe, além de toda Europa – admira de joelhos locais como a Daslu, usa e abusa de palavras como delivery e possui a maior cadeia de lojas do mundo: “Sale”.
Mulheres! Cuidado com as pedras.
domingo, 25 de outubro de 2009
Le Macaron: quem é bom já nasce feito
Minha sogra, dona Maria, tinha entre outras sapiências, a seguinte frase: elogio se faz em público e a crítica em separado.
O Luiz Otávio é especial por tratar funcionários e consumidores com o mesmo carinho e gentileza. Qualidades que, no mundo de hoje, têm todo o diferencial.
O Le Macaron acaba de conquistar o 1º LUGAR NO CONCURSO DE CHEFS DO GUARUJÁ - na 3ª EDIÇÃO DO FESTIVAL GASTRONÔMICO DO GUARUJÁ.
Parabéns ao Luiz Otávio, Camila e equipe.
Le Macaron Patisseria e Cafeteria Ltda
Av. Leomil, 729 - Centro - Guarujá/SP - (13) 3326 6711
Luiz Otávio / Iolanda - lemacaron@gmail.com - www.lemacaron.com.br
O Luiz Otávio é especial por tratar funcionários e consumidores com o mesmo carinho e gentileza. Qualidades que, no mundo de hoje, têm todo o diferencial.
O Le Macaron acaba de conquistar o 1º LUGAR NO CONCURSO DE CHEFS DO GUARUJÁ - na 3ª EDIÇÃO DO FESTIVAL GASTRONÔMICO DO GUARUJÁ.
Parabéns ao Luiz Otávio, Camila e equipe.
Le Macaron Patisseria e Cafeteria Ltda
Av. Leomil, 729 - Centro - Guarujá/SP - (13) 3326 6711
Luiz Otávio / Iolanda - lemacaron@gmail.com - www.lemacaron.com.br
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Ativismo e humanismo
Gato Verde – em defesa dos direitos animais
Organizado pela ativista, terapeuta floral e professora Deolinda Eleutério, o portal Gato Verde está repleto de notícias, projetos, manifestações públicas, vídeos, links, petições e informações em defesa dos direitos animais.
Clicando em “serviços”, há uma lista de hotéis, advogados, planos de saúde, aparelhos ortopédicos, palestrantes, entre outros serviços para os animais.
APÓIA e DIVULGA:
Políticas públicas que resolvam o problema da superpopulação de cães e gatos:
Campanhas de Esterilização e Campanhas Educativas
A Posse Responsável de Animais de Estimação
Projetos e Eventos de Doação e Adoção Responsável de Cães e Gatos (vermifugar, vacinar, castrar)
O vegetarianismo ético (VEGANISMO)
Projetos e ações pelos Direitos Animais
Produtos que não fazem testes em animais
LUTA CONTRA:
a vivissecção (utilização de animais vivos para pesquisa e ensino
o uso de animais em testes científicos
indústria de entretenimento - circos, rodeios, zoológicos, farra do boi
caça e pesca de animais
indústria da moda que utiliza peles, couro
indústria da carne, leite, ovos e de outros produtos derivados de animais
comércio de animais de estimação
tráfico de animais silvestres
e qualquer outra forma de exploração animal
http://www.gatoverde.com.br/
NOVA ENQUETE SOBRE TESTES EM ANIMAIS
Se você teve problemas para acessar a enquete, clique no link abaixo:
Você consumiria um produto sabendo que ele foi testado em animais?
http://polls.folha.com.br/poll/0928602/
Vote NÃO, contra a tortura de animais!
CICLO DE ESTUDOS:
Ética animal e argumentação – 24 de outubro, sábado, das 15 às 18h30, gratuito
Animais domesticados: sustentabilidade e alimentação
Sônia Spigolon, protetora de dezenas de gatos
Daniel Fernando de Moura, do Rancho dos Gnomos
Cida Chaves, representante da Fridog, ração vegetariana
Wilson Grassi, veterinário
Cláudio Godoy, tradutor, discute histórico e ética
Local:
Rua Heitor Bariani, nº 291
Próximo ao metrô Tatuapé
Como chegar:
Ao sair do metrô Tatuapé, à direita (saída do Shopping Boulevard pela R. Alm. Calheiros). Seguir reto até atravessar a Av. Celso Garcia (contornar o Banco Itaú), continuar reto na R. Heitor Bariani até o nº 291.
Realização:
Grupo de Estudos de Direitos Animais
11 9564-4568 - Maurício Kanno
11 9753-4498 - Tania Vizachri
grupogeda@gmail.com
http://www.gedasp.org/
HOMENAGEM:
Mercedes Sosa esteve no Brasil, no final da década de 70, ainda sob a ditadura militar. Iria se apresentar no TUCA. Generosa, se propôs a fazer um show para os estudantes, que estavam reconstruindo o DCE Livre da USP. Aboletados no hoje anfiteatro Camargo Guarnieri, nada de som. A reitoria havia cortado a luz do campi da Cidade Universitária. Mas a apresentação ocorreu, graças à ajuda de uma empresa de comunicação que nos ofereceu seu caminhão gerador. A voz de Mercedes, quente e firme, ecoou mensagens de justiça e amor. Sob um céu azul, estudantes subiram em árvores ou sentaram-se no chão. Uma tarde onde a solidariedade se concretizou para nós, solidariedade de uma mulher com voz potente e gestos decididos. Foi nossa tarde socialista. É minha homenagem singela a Mercedes Sosa que pelo canto e pela práxis era uma nossa irmã.
Adriana Gragnani, advogada e fotógrafa (http://www.asgavetas.blogspot.com/)
Organizado pela ativista, terapeuta floral e professora Deolinda Eleutério, o portal Gato Verde está repleto de notícias, projetos, manifestações públicas, vídeos, links, petições e informações em defesa dos direitos animais.
Clicando em “serviços”, há uma lista de hotéis, advogados, planos de saúde, aparelhos ortopédicos, palestrantes, entre outros serviços para os animais.
APÓIA e DIVULGA:
Políticas públicas que resolvam o problema da superpopulação de cães e gatos:
Campanhas de Esterilização e Campanhas Educativas
A Posse Responsável de Animais de Estimação
Projetos e Eventos de Doação e Adoção Responsável de Cães e Gatos (vermifugar, vacinar, castrar)
O vegetarianismo ético (VEGANISMO)
Projetos e ações pelos Direitos Animais
Produtos que não fazem testes em animais
LUTA CONTRA:
a vivissecção (utilização de animais vivos para pesquisa e ensino
o uso de animais em testes científicos
indústria de entretenimento - circos, rodeios, zoológicos, farra do boi
caça e pesca de animais
indústria da moda que utiliza peles, couro
indústria da carne, leite, ovos e de outros produtos derivados de animais
comércio de animais de estimação
tráfico de animais silvestres
e qualquer outra forma de exploração animal
http://www.gatoverde.com.br/
NOVA ENQUETE SOBRE TESTES EM ANIMAIS
Se você teve problemas para acessar a enquete, clique no link abaixo:
Você consumiria um produto sabendo que ele foi testado em animais?
http://polls.folha.com.br/poll/0928602/
Vote NÃO, contra a tortura de animais!
CICLO DE ESTUDOS:
Ética animal e argumentação – 24 de outubro, sábado, das 15 às 18h30, gratuito
Animais domesticados: sustentabilidade e alimentação
Sônia Spigolon, protetora de dezenas de gatos
Daniel Fernando de Moura, do Rancho dos Gnomos
Cida Chaves, representante da Fridog, ração vegetariana
Wilson Grassi, veterinário
Cláudio Godoy, tradutor, discute histórico e ética
Local:
Rua Heitor Bariani, nº 291
Próximo ao metrô Tatuapé
Como chegar:
Ao sair do metrô Tatuapé, à direita (saída do Shopping Boulevard pela R. Alm. Calheiros). Seguir reto até atravessar a Av. Celso Garcia (contornar o Banco Itaú), continuar reto na R. Heitor Bariani até o nº 291.
Realização:
Grupo de Estudos de Direitos Animais
11 9564-4568 - Maurício Kanno
11 9753-4498 - Tania Vizachri
grupogeda@gmail.com
http://www.gedasp.org/
HOMENAGEM:
Mercedes Sosa esteve no Brasil, no final da década de 70, ainda sob a ditadura militar. Iria se apresentar no TUCA. Generosa, se propôs a fazer um show para os estudantes, que estavam reconstruindo o DCE Livre da USP. Aboletados no hoje anfiteatro Camargo Guarnieri, nada de som. A reitoria havia cortado a luz do campi da Cidade Universitária. Mas a apresentação ocorreu, graças à ajuda de uma empresa de comunicação que nos ofereceu seu caminhão gerador. A voz de Mercedes, quente e firme, ecoou mensagens de justiça e amor. Sob um céu azul, estudantes subiram em árvores ou sentaram-se no chão. Uma tarde onde a solidariedade se concretizou para nós, solidariedade de uma mulher com voz potente e gestos decididos. Foi nossa tarde socialista. É minha homenagem singela a Mercedes Sosa que pelo canto e pela práxis era uma nossa irmã.
Adriana Gragnani, advogada e fotógrafa (http://www.asgavetas.blogspot.com/)
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Minhocário doméstico
Os resíduos orgânicos correspondem a mais da metade do lixo produzido em nossas casas, tais como sobras de alimentos, cascas de frutas e legumes, sementes e folhas. Você pode reciclar e obter terra fértil e adubo de excelente qualidade.
Você também pode comprar uma composteira em: http://www.moradadafloresta.org
55 11 3735 4085 e-mail: moradadafloresta@gmail.com
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Fraldas ecológicas
Além da vantagem ecológica, o uso das fraldas de algodão é uma solução vegana, uma vez que a maioria das fraldas descartáveis é de marcas que testam em animais ou que usam ingredientes de origem animal. As fraldas descartáveis levam cerca de 450 anos para se decompor e são o terceiro item mais comum no lixo.
A suavidade e o conforto que proporciona o algodão estão bem longe das fraldas de plástico ou descartável. Ela permite uma poupança econômica, pois em média, cada bebê gasta por mês 124 fraldas descartáveis, além de trazer benefícios para a saúde do bebê, livrando-o do contato com a química que contém este tipo de fraldas.
A Germinar fez parceria com a Morada da Floresta. É uma parceria que tem como objetivo poupar o meio ambiente e a saúde de seu bebê. Portanto, não existe lucro em projetos como estes ou similares. O mais importante é conscientizar você, sua família e o conforto e saúde do bebê. Além disso, a natureza super agradece.
Entre nesta campanha e adquira produtos ecológicos: www.moradadafloresta.org ou www.lojagerminar.com.br
A suavidade e o conforto que proporciona o algodão estão bem longe das fraldas de plástico ou descartável. Ela permite uma poupança econômica, pois em média, cada bebê gasta por mês 124 fraldas descartáveis, além de trazer benefícios para a saúde do bebê, livrando-o do contato com a química que contém este tipo de fraldas.
A Germinar fez parceria com a Morada da Floresta. É uma parceria que tem como objetivo poupar o meio ambiente e a saúde de seu bebê. Portanto, não existe lucro em projetos como estes ou similares. O mais importante é conscientizar você, sua família e o conforto e saúde do bebê. Além disso, a natureza super agradece.
Entre nesta campanha e adquira produtos ecológicos: www.moradadafloresta.org ou www.lojagerminar.com.br
domingo, 4 de outubro de 2009
Eliana ou Ada (http://www.coisasdeada.blogspot.com/): um blog humanista
Há muitas pessoas maravilhosas cuidando de causas de nossos amigos, o blog da Eliana é um deles. Ela é uma protetora e enviou uma matéria bem legal, publicada em Folha OnLine:
USP desenvolve pele artificial para evitar testes com animais
MAURÍCIO KANNO
colaboração para a Folha Online
Um laboratório da USP desenvolveu uma pele artificial que pode substituir testes de cosméticos em animais e ajudar também em sua redução nos testes farmacológicos.
Agora, as pesquisadoras estão em fase de contatos com empresas para viabilizar o financiamento da utilização do modelo desenvolvido, apesar de ele já estar pronto há cerca de um ano.
De acordo com a professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP Silvya Stuchi, responsável pela pesquisa, já existem outros modelos de pele artificial sendo utilizados nos Estados Unidos e Europa. No entanto, há dificuldades de transporte e importação, já que é um material vivo e sensível.
Assim, quando há a demanda de não usar animais no Brasil —ou pelo menos usar menos—, o que acaba acontecendo é o envio dos princípios ativos dos cosméticos para testes no exterior. O problema é que a indústria brasileira gasta muito para fazer testes em outros países.
"Desenvolvemos uma estrutura de pele completa, com três elementos", diz Stuchi. "o melanócito, responsável pela pigmentação; o queratinócito, responsável pela proteção; e o fibroblasto, segunda camada", explica ela.
Tendência: sem animais
"A partir deste ano, na Europa, já não há testes em animais para cosméticos, é algo mandatório", afirma a professora Silvia Berlanga, corresponsável pela pesquisa na USP. "É uma tendência mundial."
Para cosméticos como filtro solar e creme antirrugas, a questão fica mais fácil de resolver com a pele artificial e por isso animais já foram totalmente substituídos no continente europeu. Porém, a questão fica mais dificil no que toca à indústria farmacêutica, diz Berlanga. "Os medicamentos podem envolver também ingestão via oral, ou mesmo endovenosa [pelo sangue]", explica ela.
Fármacos envolvem absorção pelo organismo, o que vai além da pele em si. Por isso, neste caso, o que ocorreu foi a redução do uso de animais, já que ao menos certas etapas de testes puderam ser substituídas.
Motivações
O representante da Interniche (International Network for Humane Education) no Brasil, o biólogo e psicólogo Luís Martini, estima que ainda mais de 115 milhões de animais sejam usados por ano no mundo em experimentos e testes.
Uma motivação para a transferência para modelos de laboratório é a própria importância científica de trabalhar com a pele da própria espécie humana, que é específica. "Assim trabalha-se com algo mais fidedigno ao que é real", explica a professora Silvya Stuchi.
Martini esclarece ainda que, devido às diferenças fisiológicas entre as espécies, há "inúmeros casos em que medicamentos que foram desenvolvidos e testados em animais tiveram que ser retirados do mercado por terem causado efeitos adversos severos quando foram utilizados por seres humanos".
Outro motivo é a "ética da experimentação" ao lidar com os animais, como diz Berlanga. "Mesmo que fique mais caro com a pele artificial, é importante reduzir o uso de animais", diz ela.
George Guimarães, presidente do grupo de defesa dos direitos animais Veddas, vai mais além. "Consideramos isso [uso de animais] inaceitável do ponto de vista moral e ético, uma vez que esses animais não escolheram ser usados para servir aos nossos interesses."
O ativista e nutricionista afirma ter levado a Brasília, na época da aprovação da lei Arouca, que regulamentou os experimentos com animais em outubro de 2008, um total de 26 mil assinaturas buscando expor sua visão. Mas diz não ter obtido espaço com os parlamentares, que só recebiam "representantes das instituições científicas".
Martini completa dizendo que "os experimentos em animais causam dor e sofrimento". Assim, "segundo o princípio da igual consideração de interesses semelhantes, deveríamos respeitá-los nos seus direitos básicos que são o direito à vida, à integridade física e à liberdade."
Desenvolvimento
A matéria-prima utilizada para criar a pele é na verdade de doadores humanos mesmo, que fazem cirurgias plásticas --no caso do laboratório da USP, são utilizadas doações do Hospital Universitário. Assim, as células são cultivadas em placa de petri e são formados os tecidos, incluindo a derme e epiderme.
O objetivo original do desenvolvimento da pele, no entanto, que começou há 15 anos, foi para o estudo do melanoma, um tipo grave de câncer de pele.
De lá para cá, a professora Stuchi cita dois marcos importantes. O primeiro foi a parceria com os pesquisadores do Instituto de Pesquisa do Câncer Ludvig, estabelecido no Hospital do Câncer em São Paulo, com quem aprendeu muito o isolamento das células, a partir de 2005.
O segundo marco foi com uma primeira bolsa da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) entre 2007 e 2008, sua temporada como pesquisadora visitante na Universidade de Michigan, EUA. Lá adquiriu diversos tipos de tecidos de pele humana e pôde fazer testes com eles no Brasil, obtendo realmente o conhecimento sobre como fazer a estrutura da pele.
Em 2009, o projeto de pesquisa na USP obteve nova verba da Fapesp, por meio do qual, aprimoramentos no modelo de pele estão sendo realizados.
_______________________________________________________
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u631911.shtml
USP desenvolve pele artificial para evitar testes com animais
MAURÍCIO KANNO
colaboração para a Folha Online
Um laboratório da USP desenvolveu uma pele artificial que pode substituir testes de cosméticos em animais e ajudar também em sua redução nos testes farmacológicos.
Agora, as pesquisadoras estão em fase de contatos com empresas para viabilizar o financiamento da utilização do modelo desenvolvido, apesar de ele já estar pronto há cerca de um ano.
De acordo com a professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP Silvya Stuchi, responsável pela pesquisa, já existem outros modelos de pele artificial sendo utilizados nos Estados Unidos e Europa. No entanto, há dificuldades de transporte e importação, já que é um material vivo e sensível.
Assim, quando há a demanda de não usar animais no Brasil —ou pelo menos usar menos—, o que acaba acontecendo é o envio dos princípios ativos dos cosméticos para testes no exterior. O problema é que a indústria brasileira gasta muito para fazer testes em outros países.
"Desenvolvemos uma estrutura de pele completa, com três elementos", diz Stuchi. "o melanócito, responsável pela pigmentação; o queratinócito, responsável pela proteção; e o fibroblasto, segunda camada", explica ela.
Tendência: sem animais
"A partir deste ano, na Europa, já não há testes em animais para cosméticos, é algo mandatório", afirma a professora Silvia Berlanga, corresponsável pela pesquisa na USP. "É uma tendência mundial."
Para cosméticos como filtro solar e creme antirrugas, a questão fica mais fácil de resolver com a pele artificial e por isso animais já foram totalmente substituídos no continente europeu. Porém, a questão fica mais dificil no que toca à indústria farmacêutica, diz Berlanga. "Os medicamentos podem envolver também ingestão via oral, ou mesmo endovenosa [pelo sangue]", explica ela.
Fármacos envolvem absorção pelo organismo, o que vai além da pele em si. Por isso, neste caso, o que ocorreu foi a redução do uso de animais, já que ao menos certas etapas de testes puderam ser substituídas.
Motivações
O representante da Interniche (International Network for Humane Education) no Brasil, o biólogo e psicólogo Luís Martini, estima que ainda mais de 115 milhões de animais sejam usados por ano no mundo em experimentos e testes.
Uma motivação para a transferência para modelos de laboratório é a própria importância científica de trabalhar com a pele da própria espécie humana, que é específica. "Assim trabalha-se com algo mais fidedigno ao que é real", explica a professora Silvya Stuchi.
Martini esclarece ainda que, devido às diferenças fisiológicas entre as espécies, há "inúmeros casos em que medicamentos que foram desenvolvidos e testados em animais tiveram que ser retirados do mercado por terem causado efeitos adversos severos quando foram utilizados por seres humanos".
Outro motivo é a "ética da experimentação" ao lidar com os animais, como diz Berlanga. "Mesmo que fique mais caro com a pele artificial, é importante reduzir o uso de animais", diz ela.
George Guimarães, presidente do grupo de defesa dos direitos animais Veddas, vai mais além. "Consideramos isso [uso de animais] inaceitável do ponto de vista moral e ético, uma vez que esses animais não escolheram ser usados para servir aos nossos interesses."
O ativista e nutricionista afirma ter levado a Brasília, na época da aprovação da lei Arouca, que regulamentou os experimentos com animais em outubro de 2008, um total de 26 mil assinaturas buscando expor sua visão. Mas diz não ter obtido espaço com os parlamentares, que só recebiam "representantes das instituições científicas".
Martini completa dizendo que "os experimentos em animais causam dor e sofrimento". Assim, "segundo o princípio da igual consideração de interesses semelhantes, deveríamos respeitá-los nos seus direitos básicos que são o direito à vida, à integridade física e à liberdade."
Desenvolvimento
A matéria-prima utilizada para criar a pele é na verdade de doadores humanos mesmo, que fazem cirurgias plásticas --no caso do laboratório da USP, são utilizadas doações do Hospital Universitário. Assim, as células são cultivadas em placa de petri e são formados os tecidos, incluindo a derme e epiderme.
O objetivo original do desenvolvimento da pele, no entanto, que começou há 15 anos, foi para o estudo do melanoma, um tipo grave de câncer de pele.
De lá para cá, a professora Stuchi cita dois marcos importantes. O primeiro foi a parceria com os pesquisadores do Instituto de Pesquisa do Câncer Ludvig, estabelecido no Hospital do Câncer em São Paulo, com quem aprendeu muito o isolamento das células, a partir de 2005.
O segundo marco foi com uma primeira bolsa da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) entre 2007 e 2008, sua temporada como pesquisadora visitante na Universidade de Michigan, EUA. Lá adquiriu diversos tipos de tecidos de pele humana e pôde fazer testes com eles no Brasil, obtendo realmente o conhecimento sobre como fazer a estrutura da pele.
Em 2009, o projeto de pesquisa na USP obteve nova verba da Fapesp, por meio do qual, aprimoramentos no modelo de pele estão sendo realizados.
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http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u631911.shtml
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Segunda-feira sem carne
Na Bélgica foi lançado o “dia sem carne”. O ex-Beatle Paul McCartney convocou a “segunda-feira sem carne” e a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) acompanhou a tendência internacional.
Dias 3 e 4 de outubro, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo-SP, a campanha será lançada.
Programação:
DESTAQUES DA PROGRAMAÇÃO DA CAMPANHA
Sábado (3 de outubro)
10h30: Aula de ioga com a professora Ana Cristina Ferreira, da escola Prema Yoga;
12h: Lançamento oficial da “Segunda sem Carne”, com passeio por exposição interativa que traz receitas culinárias, desenhos e informações sobre o consumo de carne;
12h, 14h e 16h: Oficinas para crianças sobre alimentação;
13h: Projeção do documentário “Home”, dirigido pelo fotógrafo Yann Arthus-Bertrand e
produzido pelo cineasta Luc Besson. Mostra imagens aéreas da terra com um discurso sobre mudanças climáticas;
13h às 18h: Demonstrações culinárias de chefs. É preciso retirar o ingresso com meia hora de antecedência;
16h10: Palestra “Alimentação e meio ambiente – Os impactos da pesca predatória, pecuária na Amazônia e introdução dos transgênicos na agropecuária”, com Rafael Cruz, do Greenpeace
16h40: Exibição do filme “A carne é fraca”, do Instituto Nina Rosa. Trata do impacto do consumo de carne para a saúde e para a natureza. Há ainda um debate com a ativista Nina Rosa.
Domingo (4 de outubro)
10h30: Ioga com o professor Orlando Alves, do Instituto Superior de Estudos do Shaivismo;
12h, 14h e 16h: Oficinas para crianças sobre alimentação
12h: Exibição do filme “Nação fast food”, adaptação do livro de Eric Schlosser. Aborda os males causados pela indústria do fast food;
13h às 18h: Demonstrações culinárias de chefs. É preciso retirar o ingresso com meia hora de antecedência;
13h20: Palestra com a socióloga Marly Winckler, presidente da
Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB);
14h50: Projeção do filme “Meat the Truth”, sobre como a pecuária contribuiu para o aquecimento global;
15h: Palestra com Ana Ceregatti, nutricionista e integrante da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB);
15h30: Exibição do longa-metragem “Como salvar o mundo”, que conta a história de um octogenário apaixonado por agricultura;
17h50: “Alimentação saudável – Maravilhoso mundo de sabores, cores e diversidade”, palestra com a chef Tatiana Cardoso, do restaurante vegetariano Moinho de Pedra.
Dias 3 e 4 de outubro, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo-SP, a campanha será lançada.
Programação:
DESTAQUES DA PROGRAMAÇÃO DA CAMPANHA
Sábado (3 de outubro)
10h30: Aula de ioga com a professora Ana Cristina Ferreira, da escola Prema Yoga;
12h: Lançamento oficial da “Segunda sem Carne”, com passeio por exposição interativa que traz receitas culinárias, desenhos e informações sobre o consumo de carne;
12h, 14h e 16h: Oficinas para crianças sobre alimentação;
13h: Projeção do documentário “Home”, dirigido pelo fotógrafo Yann Arthus-Bertrand e
produzido pelo cineasta Luc Besson. Mostra imagens aéreas da terra com um discurso sobre mudanças climáticas;
13h às 18h: Demonstrações culinárias de chefs. É preciso retirar o ingresso com meia hora de antecedência;
16h10: Palestra “Alimentação e meio ambiente – Os impactos da pesca predatória, pecuária na Amazônia e introdução dos transgênicos na agropecuária”, com Rafael Cruz, do Greenpeace
16h40: Exibição do filme “A carne é fraca”, do Instituto Nina Rosa. Trata do impacto do consumo de carne para a saúde e para a natureza. Há ainda um debate com a ativista Nina Rosa.
Domingo (4 de outubro)
10h30: Ioga com o professor Orlando Alves, do Instituto Superior de Estudos do Shaivismo;
12h, 14h e 16h: Oficinas para crianças sobre alimentação
12h: Exibição do filme “Nação fast food”, adaptação do livro de Eric Schlosser. Aborda os males causados pela indústria do fast food;
13h às 18h: Demonstrações culinárias de chefs. É preciso retirar o ingresso com meia hora de antecedência;
13h20: Palestra com a socióloga Marly Winckler, presidente da
Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB);
14h50: Projeção do filme “Meat the Truth”, sobre como a pecuária contribuiu para o aquecimento global;
15h: Palestra com Ana Ceregatti, nutricionista e integrante da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB);
15h30: Exibição do longa-metragem “Como salvar o mundo”, que conta a história de um octogenário apaixonado por agricultura;
17h50: “Alimentação saudável – Maravilhoso mundo de sabores, cores e diversidade”, palestra com a chef Tatiana Cardoso, do restaurante vegetariano Moinho de Pedra.
domingo, 27 de setembro de 2009
Hippies? Livrem-nos de vocês, seus FDPs
Na internet correm diversos abaixo-assinados sobre a matança de baleias na Dinamarca. Alguns insistem que são golfinhos. Realmente, matança é matança.
Os assassinos não estão incomodados com as espécies. Assassinos são assassinos natos. E pronto. Alguns dizem e insistem na tese que “animais” não-humanos “não têm memória, sentimentos”... Pobres humanos!
O abaixo-assinado contra os assassinatos na Dinamarca estão em: (http://www.petitiononline.com/Dolphend/petition.html)
Agora, caminhar em praias do Brasil ou na cidade de São Paulo e ver penas de pássaros em formato de brincos também são motivos de protestos. Não comprar destes falsários é um bom caminho.
São jovens que vendem brincos com penas de araras, papagaios, maritacas.... Caso alguém pergunte o motivo: os hippies não matam; colhemos de pássaros de estradas; vendemos para matar a fome; e não matamos (quais hippies, imbecis? Hippies não existem mais e vocês não passam de assassinos).
Mentira! Além de não existirem mais, os hippies eram vegetarianos em sua maioria e nunca e em tempo algum colocariam “adereços ou venderiam” qualquer “mercadoria” advinda de animais.
Parem com esta farsa. Não passam de assassinos baratos, vazios e sem nenhum causa. São apenas hipócritas.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Cangurus ou slings: bebês junto ao corpo
Caminhada Nacional de Incentivo ao Sling
Data: 26/9/09, às 16h
Endereço: Rua Senador Souza Naves, 2.380 Londrina-PR
O sling é usado para transportar o bebê junto ao corpo, sustentado através de uma faixa, muito comum em diversas culturas.
O sling permite a conexão mamãe-bebê, o que favorece o desenvolvimento emocional do bebê, além de facilitar a vida da mãe em suas tarefas diárias.
Esse meio de carregar seu bebê estabelece uma excelente comunicação com a criança desde o início da vida, sendo um meio mais relaxado para vivenciar a relação pai/mãe/bebê. Mãe/pai calmo é bebê calmo também. É um bebê menos incomodado, que chora menos, que tem menos cólica, que dorme melhor à noite...
Ao “vestir” sua criança você estará compartilhando seu calor, o ritmo de sua respiração, o som de sua voz, o cheiro. Isso significa que você estará mais receptiva às necessidades dessa criança, estabelecendo uma melhor comunicação com ela.
Ao transportá-la dessa maneira, e mais ainda na posição vertical, você estará prevenindo a regurgitação e reduzindo a formação das cólicas, favorecendo a digestão.
O sling também é vantajoso quando a criança começa sentar, pois permite o novo movimento, matendo as perninhas juntas, não forçando a se manter abertas, numa fase em que as articulações do quadril ainda estão se formando.
O sling acomoda adequadamente o peso da criança pelos ombros e costas. Permitindo que os pais “slinguem” seus bebês por mais tempo sem se cansar.
O sling permite que os bebês tenham a mesma visão que o adulto, no mesmo nível de altura, nas atividades desenvolvidas. Isso os deixa mais seguros e permite que eles observem de uma forma harmônica tudo e todos. Bebês “slingados” são muito sociais e calmos.
Informações sobre os eventos: http://babywearingbrasil.org/
Data: 26/9/09, às 16h
Endereço: Rua Senador Souza Naves, 2.380 Londrina-PR
O sling é usado para transportar o bebê junto ao corpo, sustentado através de uma faixa, muito comum em diversas culturas.
O sling permite a conexão mamãe-bebê, o que favorece o desenvolvimento emocional do bebê, além de facilitar a vida da mãe em suas tarefas diárias.
Esse meio de carregar seu bebê estabelece uma excelente comunicação com a criança desde o início da vida, sendo um meio mais relaxado para vivenciar a relação pai/mãe/bebê. Mãe/pai calmo é bebê calmo também. É um bebê menos incomodado, que chora menos, que tem menos cólica, que dorme melhor à noite...
Ao “vestir” sua criança você estará compartilhando seu calor, o ritmo de sua respiração, o som de sua voz, o cheiro. Isso significa que você estará mais receptiva às necessidades dessa criança, estabelecendo uma melhor comunicação com ela.
Ao transportá-la dessa maneira, e mais ainda na posição vertical, você estará prevenindo a regurgitação e reduzindo a formação das cólicas, favorecendo a digestão.
O sling também é vantajoso quando a criança começa sentar, pois permite o novo movimento, matendo as perninhas juntas, não forçando a se manter abertas, numa fase em que as articulações do quadril ainda estão se formando.
O sling acomoda adequadamente o peso da criança pelos ombros e costas. Permitindo que os pais “slinguem” seus bebês por mais tempo sem se cansar.
O sling permite que os bebês tenham a mesma visão que o adulto, no mesmo nível de altura, nas atividades desenvolvidas. Isso os deixa mais seguros e permite que eles observem de uma forma harmônica tudo e todos. Bebês “slingados” são muito sociais e calmos.
Informações sobre os eventos: http://babywearingbrasil.org/
sábado, 19 de setembro de 2009
AMARANTO

Texto indicado por Luiz Otávio, chef pâtissier e sócio-proprietário do Le Macaron Café
Fonte de minerais – rico em fibras e proteínas – contém aminoácidos essenciais
Um alimento completo
A novidade em grãos saudáveis é o amaranto, uma semente pertencente à família Amaranthaceae, originário da região dos Andes. Cultivado na antiguidade por maias, astecas e incas, atualmente foi reconhecido nutricionalmente por sua composição protéica e por seus aminoácidos singulares pela Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.
Poucos alimentos de origem vegetal contêm proteínas completas em sua composição de aminoácidos e por este perfil nutricional o amaranto – assim como a quinoa – foi selecionado pela NASA para fazer parte da alimentação da tripulação em missões espaciais. Possui 27% das necessidades diárias de proteínas em 100g de flocos, porém sua importância reside não apenas na quantidade, mas na qualidade protéica e no excelente balanço de aminoácidos, essenciais em uma dieta equilibrada para pessoas de todas as idades.
O amaranto em flocos é o grão integral laminado, rico em fibras e minerais como ferro, magnésio, fósforo, zinco, manganês e selênio. Também é fonte de vitaminas e cálcio, com 15% da ingestão diária recomendada pelo Ministério da Saúde em 100g de produto.
Esse grão tem como característica a ausência de glúten, o que o torna uma opção saudável para pessoas que não querem ou possuem intolerância a esta proteína (celíacos).
É muito nutritivo e de fácil preparo. Os flocos estão prontos para serem consumidos e podem ser adicionados no café da manhã, acompanhando frutas, cereais e iogurtes. Seu uso é adequado para o consumo diário também na forma de sopas, mingaus ou batido como shakes e sucos.
SUCO DE LARANJA E MAÇÃ COM AMARANTO
Ingredientes:
1 copo de suco de laranja
¼ de maçã verde orgânica com casca
1 colher (sopa) de Amaranto Orgânico em flocos
Adoce a gosto e adicione gelo a vontade.
Modo de preparo: bata no liquidificador por 2 minutos e sirva. Dica: se preferir utilize 2 fatias de manga substituindo as maçãs.
Le Macaron Café
Av. Leomil, 729 - Centro - Guarujá/SP - (13) 3326 6711
Luiz Otávio / Iolanda
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Declaração Universal dos Direitos dos Animais
1 - Todos os animais têm o mesmo direito à vida.
2 - Todos os animais têm direito ao respeito e à proteção do homem.
3 - Nenhum animal deve ser maltratado.
4 - Todos os animais selvagens têm o direito de viver livres no seu habitat.
5 - O animal que o homem escolher para companheiro não deve ser nunca ser abandonado.
6 - Nenhum animal deve ser usado em experiências que lhe causem dor.
7 - Todo ato que põe em risco a vida de um animal é um crime contra a vida.
8 - A poluição e a destruição do meio ambiente são considerados crimescontra os animais.
9 - Os diretos dos animais devem ser defendidos por lei.
10 - O homem deve ser educado desde a infância para observar, respeitar e compreender os animais.
Preâmbulo:
Considerando que todo o animal possui direitos;
Considerando que o desconhecimento e o desprezo desses direitos têm levado e continuam a levar o homem a cometer crimes contra os animais e contra a natureza;
Considerando que o reconhecimento pela espécie humana do direito à existência das outras espécies animais constitui o fundamento da coexistência das outras espécies no mundo;
Considerando que os genocídios são perpetrados pelo homem e há o perigo de continuar a perpetrar outros;
Considerando que o respeito dos homens pelos animais está ligado ao respeito dos homens pelo seu semelhante;
Considerando que a educação deve ensinar desde a infância a observar, a compreender, a respeitar e a amar os animais,
Proclama-se o seguinte
Artigo 1º
Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência.
Artigo 2º
1.Todo o animal tem o direito a ser respeitado.
2.O homem, como espécie animal, não pode exterminar os outros animais ou explorá-los violando esse direito; tem o dever de pôr os seus conhecimentos ao serviço dos animais
3.Todo o animal tem o direito à atenção, aos cuidados e à proteção do homem.
Artigo 3º
1.Nenhum animal será submetido nem a maus tratos nem a atos cruéis. 2.Se for necessário matar um animal, ele deve de ser morto instantaneamente, sem dor e de modo a não provocar-lhe angústia.
Artigo 4º
1.Todo o animal pertencente a uma espécie selvagem tem o direito de viver livre no seu próprio ambiente natural, terrestre, aéreo ou aquático e tem o direito de se reproduzir.
2.toda a privação de liberdade, mesmo que tenha fins educativos, é contrária a este direito.
Artigo 5º
1.Todo o animal pertencente a uma espécie que viva tradicionalmente no meio ambiente do homem tem o direito de viver e de crescer ao ritmo e nas condições de vida e de liberdade que são próprias da sua espécie.
2.Toda a modificação deste ritmo ou destas condições que forem impostas pelo homem com fins mercantis é contrária a este direito.
Artigo 6º
1.Todo o animal que o homem escolheu para seu companheiro tem direito a uma duração de vida conforme a sua longevidade natural.
2.O abandono de um animal é um ato cruel e degradante.
Artigo 7º
Todo o animal de trabalho tem direito a uma limitação razoável de duração e de intensidade de trabalho, a uma alimentação reparadora e ao repouso.
Artigo 8º
1.A experimentação animal que implique sofrimento físico ou psicológico é incompatível com os direitos do animal, quer se trate de uma experiência médica, científica, comercial ou qualquer que seja a forma de experimentação.
2.As técnicas de substituição devem de ser utilizadas e desenvolvidas.
Artigo 9º
Quando o animal é criado para alimentação, ele deve de ser alimentado, alojado, transportado e morto sem que disso resulte para ele nem ansiedade nem dor.
Artigo 10º
1.Nenhum animal deve de ser explorado para divertimento do homem.
2.As exibições de animais e os espetáculos que utilizem animais são incompatíveis com a dignidade do animal.
Artigo 11º
Todo o ato que implique a morte de um animal sem necessidade é um biocídio, isto é um crime contra a vida.
Artigo 12º
1.Todo o ato que implique a morte de grande um número de animais selvagens é um genocídio, isto é, um crime contra a espécie.
2.A poluição e a destruição do ambiente natural conduzem ao genocídio.
Artigo 13º
1.O animal morto deve de ser tratado com respeito.
2.As cenas de violência de que os animais são vítimas devem de ser interditas no cinema e na televisão, salvo se elas tiverem por fim demonstrar um atentado aos direitos do animal.
Artigo 14º
1.Os organismos de proteção e de salvaguarda dos animais devem estar representados a nível governamental.
2.Os direitos do animal devem ser defendidos pela lei como os direitos do homem.
Proclamada em assembléia, pela UNESCO, em Bruxelas, no dia 27 de janeiro de 1978
SONETO DO GATO MORTO
Um gato vivo é qualquer coisa linda
Nada existe com mais serenidade
Mesmo parado ele caminha ainda
As selvas sinuosas da saudade
De ter sido feroz. À sua vinda
Altas correntes de eletricidade
Rompem do ar as lâminas em cinza
Numa silenciosa tempestade.
Por isso ele está sempre a rir de cada
Um de nós, e ao morrer perde o veludo
Fica torpe, ao avesso, opaco, torto
Acaba, é o antigato; porque nada
Nada parece mais com o fim de tudo
Que um gato morto.
De: MORAES, Vinícius de. Nova antologia poética. Org. por Antonio Cicero e Eucanaã Ferraz. Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 2008.
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