Germinar na Bio Brazil Fair

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Começar de novo

Por motivos desconhecidos perdemos o blog: lojagerminar.blogspot.com
Podemos postar e editar matérias, fotos... e nada mais.
É impossível retirar, por exemplo, o banner do evento no Ibirapuera, mudar a cor e informações das laterais.
Então, agora estamos com novo blog: http://www.germinar-loja.blogspot.com/

quinta-feira, 27 de maio de 2010

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Tucumã - também para o corpo e cabelos


O tucumã, fruto de uma palmeira amazônica, de polpa grudenta e fribrosa , segundo Chaves (1947) é riquíssima em vitamina A, tendo a vitamina 90 vezes mais que o abacate e 3 vezes superior a da cenoura, possuindo também alto teor de vitamina B (tiamina) e alto teor de vitamina C, rivalizando com os cítricos..
O tucumã possui também alto valor energético (247 calorias por 100 gramas), além de glicídios (19,1%), lipídicos (16,6%) e protídeos (3,5%).Sendo assim, mesmo ignorando o fato, as populacões amazônicas estão bem beneficiados pelo suprimento vitamínico do tucumã.
Os indígenas usam as folhas da palmeira para confeccionar cordas dos arcos, redes para pesca e para dormir. Da madeira, dura e resistente, fazem muitas coisas, além de utilizarem o óleo da polpa e da amendoa, que além de cosmetíveis, usam-no para untar corpo e cabelo.

Descrição do fruto
Nome científico: Astrocaryum vulgare Mart.
Espécie nativa do norte da América do Sul, possivelmente do Pará, onde tem seu centro de dispersão. Distribuído até a Guiana Francesa e Suriname.
Fruto do tucumanzeiro, palmeira que chega a alcançar 10m de altura.
Essa palmeira produz cachos com numerosos frutos de formato ovóide, casca amarelo-esverdeada e polpa fibrosa, amarela, oleaginosa característica, que reveste o caroço.
Fonte: www.portaldaamazônia.com

Onde adquirir óleo de amêndoa de tucumã: hidratação para o corpo e brilho e movimento aos cabelos www.lojagerminar.com.br

quinta-feira, 22 de abril de 2010

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Curupira

Todo dia era dia de índio
Curupira é um ser mítico do folclore brasileiro, protetor das florestas e dos animais. Seu nome, em tupi-guarani, significa "coberto de feridas". Ele tem cabelos vermelhos, orelhas pontudas, pele verde (ou amarelada) e pés virados para trás. Pune aqueles que praticam qualquer forma de destruição à natureza, fazendo com que se percam na mata e não mais consigam voltar. Dizem os caboclos, que antes de uma tempestade ouve-se na floresta ruídos inexplicáveis de madeira estalando e afirmam ser o Curupira testando a resistência das árvores, pois caso estejam frágeis, ele mesmo as segura para que não caiam.
Também, dizem que ele tem o poder de ressuscitar animais mortos e que ele é o pai do moleque Saci Pererê.
Há uma versão que diz que o Curupira, como castigo, transforma os filhos e mulher do caçador mau, em caça, para que este os mate sem saber.

Curupira

O Curupira - Animação nacional, dirigida por Humberto Avelar

Pupunha



Período de safra: de janeiro a março.
A pupunheira dá um fruto em cachos, que pode ser arredondado ou cônico, e de várias cores: vermelha, amarela, alaranjada e até mesmo verde.
Modo de fazer:
- Cozinhar com água e sal até ficar "um pouco macia".
- Escorrer.
Como comer:- Retirar a casca e a semente, colocar um fio de azeite extra-virgem, passar na farinha de mandioca.
Acompanhamento:- Tomando café.
É muito bom.
Onde encontrar: Belém (Pará): Ver-o-Peso.

domingo, 18 de abril de 2010

Muiraquitã, o talismã das Amazonas

Antigamente havia uma tribo de mulheres guerreiras, as Icamiabas (legendária tribo das Amazonas), que não tinham marido e não deixavam ninguém se aproximar de sua taba
Manejavam o arco e a flecha com uma perícia extraordinária. Parece que Iaci, a lua, as protegia.
Uma vez por ano recebiam em sua taba os guerreiros guacaris como se fossem seus maridos. A lenda diz que, se dessa união nascessem filhos masculinos, estes eram entregues aos guerreiros para criá-los e as meninas ficavam com elas.
Naquele dia especial, pouco antes da meia-noite, quando a lua estava quase a pino, elas se dirigiam ao lago, levando nos ombros potes cheios de perfumes que derramavam na água para o banho purificador.
A meia-noite mergulhavam no lago e traziam um barro verde, dando formas variadas, como sapo, peixe, tartaruga, entre outros. Mas é a forma de sapo a mais representada por ser a mais original. Elas entregavam aos guacaris, que penduravam em seus pescoços, enfiados numa trança de cabelos das noivas, como m amuleto.
Até hoje, acredita-se que o muiraquitã traz felicidade a quem o possui, sendo, portanto, considerado como um amuleto.

Em Belém-PA, Mercado Ver-o-Peso, há artesanatos lindos, comidas da terra, polpas e frutas.
Artesanatos: Ver-a-Arte – arte marajoara, tapajônica e rupestre (com um diferencial: não há penas de pássaros). Tel. (91) 3212-0247

Não compre acessórios feitos com penas, ossos e pelos. O crime não é arte.

sábado, 17 de abril de 2010

Delicadeza é bom

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Comida viva: alimentação inteligente


Este é um livro diferente, inovador e que irá surpreendê-lo!

As receitas que irá encontrar neste livro são saudáveis e rápidas, respeitam nosso corpo, o nosso Templo, e causam o mínimo de impacto ambiental ao nosso Planeta Terra.

Respeitam também, a nossa fisiologia e a anatomia humana, priorizando o nosso alimento ideal, as Frutas e como complemento, as Verduras, os Vegetais e algumas poucas Sementes e Castanhas, sendo assim, receitas cruas e veganas.

Estas receitas: - Não levam adição de sal, açúcar e outros temperos e condimentos;
-Não é preciso cozinhar e levar horas para prepará-los;
-Não é preciso comprar nenhum alimento importado e caro
pois as receitas são feitas com alimentos locais e da estação;
-Não são utilizados alimentos de origem animal tais como carne de todos os tipos, leite e derivados e que tenham passado por muitos processos, adições e industrialização para chegar até sua mesa.

Quer dizer, nada que modifique o que a Mãe Natureza criou e nos deu com tanta simplicidade, amor e beleza.
 

Você saberá porque podemos nos deliciar com os alimentos tais como são, ainda em seu estado cru, maduro, fresco, integral e, de preferência, orgânico.
Você irá constatar tudo isso e muito mais com sua própria experiência, criatividade, vivenciando desta nova e, desde sempre, forma de se alimentar.

Na Natureza, nada se perde, tudo se transforma!

Adquira em: http://www.comidaecologica.com.br/bemvindo/nossos-produtos/alimentacao-inteligente/

quarta-feira, 7 de abril de 2010

A boa terra: biodiversidade da Amazônia peruana


Assisti no final de semana. A TV Brasil tem uma excelente programação e é melhor ainda na madrugada.

domingo, 4 de abril de 2010

Natura é acusada de biopirataria

Acompanhe a tramitação da ação civil pública na 3a Vara da Justiça Federal do Acre: Ação civil pública do Ministério Público Federal (MPF), que envolve o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), acusa a indústria de cosméticos Natura, a Chemyunion Química Ltda e o empresário Fábio Dias Fernandes, proprietário da empresa Tawaya, de Cruzeiro do Sul (AC), fabricante de sabonete de murumuru, de se apropriar indevidamente de conhecimentos tradicionais da etnia indígena ashaninka da aldeia Apiwtxa do rio Amônia. A acusação de biopirataria refere-se ao uso do ativo de murumuru (Astrocaryum ulei Burret). AQUI

sábado, 3 de abril de 2010

Luminescência

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Malária (II): cobaias humanas servem aos EUA

Malária: os EUA estão "biopirateando" o nosso mosquito

Por Chico Araújo

Há também indícios de que o National Institute of Health, dos Estados Unidos, investiu ilicitamente nos últimos anos mais de US$ 20 milhões na Amazônia na busca do mosquito transmissor da malária. As ações, segundo a Abraspec, contariam com a ajuda direta de vários pesquisadores e autoridades brasileiras. “Há provas de que foram pagos mais de US$ 925 mil só por aquele estudo realizado no Amapá (Heterogeneidade de Vetores e Malária no Brasil) fora todos os outros que ainda estão em andamento em solo brasileiro”, assegura o presidente da Abraspec, o advogado Jardson Bezerra. O advogado é especialista em Biodireito.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Nestlé: das experiências em animais ao trabalho infantil (II)

“Sabia que mais da metade do cacau consumido vem da África? Sabia que há plantações onde trabalham quase 300.000 crianças subjugadas pela influência das multinacionais e fora do comércio justo? Provavelmente já tenha ouvido alguma vez com certa incredulidade. Hoje vou contar o passado e o presente desta crueldade. De como algumas companhias, como a Nestlé, demoraram e adiaram sua responsabilidade nos acordos estabelecidos para solucionar a raiz do problema da escravidão nestas plantações”.
http://www.kurioso.es/2009/09/10/el-cacao-de-nestle-en-africa/

Nestlé: das experiências em animais ao trabalho infantil (I)

Há sangue em suas mãos

terça-feira, 23 de março de 2010

Andy Wahrol: O direito de dizer “não gostei”



Por Mazé Leite (*)

Foi inaugurada na Pinacoteca de São Paulo, neste 20 de março, uma exposição com 170 trabalhos do norte-americano Andy Wahrol. São pinturas, gravuras, fotografias, filmes e instalações de um dos ícones preferidos da mídia. E de uma certa categoria de gente (dessa gente que gosta de estar na onda da moda) que “ama de paixão” a arte contemporânea.
Mas... Quem foi Andy Wahrol?
Warhol nasceu em 1928, na Pensilvânia, EUA, e era o quarto filho de uma família de operários imigrantes, originários da Eslováquia, fronteira com a Polônia. Em 1945, com 17 anos de idade, entrou na, hoje, Universidade Carnegie Mellon, onde se graduou em Design. Logo depois, mudou-se para Nova Iorque onde começou a trabalhar como ilustrador de revistas como a Vogue e a New Yorker. Também fazia anúncios publicitários e dispositivos para vitrines de lojas. Como artista gráfico e diretor de arte, ganhou diversos prêmios. Sua primeira exposição individual aconteceu em 1952, com quinze desenhos baseados na obra de Truman Capote. E a partir daí começa a se construir o personagem Andy Wahrol.
No início dos anos 60, em plena Guerra Fria entre os EUA e a União Soviética, os planos norte-americanos de transformar Nova Iorque num centro cultural já estava em pleno andamento. Jackson Pollock, De Kooning e Mark Rothko já eram figuras de proa no Expressionismo Abstrato daquele país, uma estética que representava – para os mandarins culturais ideológicos dos EUA – a ideologia da liberdade, da livre iniciativa e, sobretudo, anticomunista.
Foi nesse meio que o artista gráfico Andy Wahrol se formou e começou a construir a personagem Andy Wahrol.
Fui ver esta exposição, que se intitula muito apropriadamente “Mr. America”, em Buenos Aires, em dezembro passado, no MALBA. Foi no mínimo curioso ir ver uma exposição como esta, de Andy Wahrol, num museu que se chama de Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires e que ocupava três andares, sendo apenas um reservado para os realmente artistas latino-americanos. É a mesma exposição que passou pela Museu del Banco de Bogotá na Colômbia e que agora se inaugura aqui em São Paulo. Essa mostra traz uma boa parte do trabalho desse artista, o que é útil para aqueles que desejarem um conhecimento maior sobre ele. Ou para se juntar à trupe que o aplaude, ou para simplesmente confirmar, ao vivo, que ele realmente nada tinha a dizer que valesse a pena.
Ou melhor, tinha. Wahrol se formou no meio da publicidade e do design. Sua importância, enquanto artista deve-se ao fato de que soube, mais do que ninguém, fazer a aproximação máxima entre arte e capitalismo. Show man e show business em potencial – teve até um programa na MTV – Wahrol não tinha vergonha de assumir: “Sou uma pessoa profundamente superficial. As palavras enchem espaço. Prefiro encher a carteira”. Para ele o artista devia ser uma estrela, como as hollywoodianas, e todos deveriam perseguir seus “quinze minutos de fama”.
Logo no começo da mostra, entre os primeiros quadros, um que representa o Tio Sam, claro, pois a mostra se chama “Mr. America”. Seguem-se a ele, alguns auto-retratos com Wahrol fantasiado de dragqueen. E mais à frente, as famosas serigrafias e estêncils com a logomarca das Sopas Campbell, seguidos por colagens com notas de dólar, e fotografias da Estátua da Liberdade. Deparo-me com a seguinte frase, entre os quadros: “De nenhuma maneira trato de fazer uma crítica aos EUA e nem mostrar coisas feias”. Anotei esta frase no caderninho que me acompanha nas exposições, para não esquecer. Em seguida, passa-se por alguns quadros representando uma morte em cadeira elétrica, um acidente automobilístico e um suicídio – o máximo de “denúncia social” a que o artista se propôs. Mas diz logo em seguida: “Creio que minha arte representa os EUA, mas não faço crítica social: só pinto esses objetos em minhas obras porque são os que melhor conheço”.
Como bom publicitário, ele inaugurou a fase (que ainda dura e ninguém aguenta mais tanta variação sobre o mesmo tema) onde se usa uma marca, um objeto, um produto do mercado de consumo, tentando-se elevá-los ao status de obra de arte. Transformando tudo em produto, como é próprio do sistema capitalista, além das sopas Campbell, Andy Wahrol brincou com retratos, como o cansativamente reproduzido Marilyn Monroe, mas também com o de Mao Tse Tung e de Lenin. Por isso, quando vemos broches e camisetas do Che à venda em lojas de departamentos – o Che, o grande revolucionário latino-americano, anticapitalista e cuja face foi transformada em produto de grife – devemos isso ao grande inovador da publicidade-pop-arte-capitalista Andy Wahrol.
Porque para ele, acima de tudo, arte era um negócio e, no final da vida, também apenas assinava as serigrafias que sua equipe produzia como autêntica. Já estava em pleno funcionamento a sua indústria artística, que era ao mesmo tempo espetáculo. Assim como suas obras, Andy Wahrol se transformou também numa logomarca, numa virtualidade incorpórea. Ele era a própria americanização da arte tão desejada pelos autores norte-americanos da Guerra Fria, ou seja, uma forma nova de se fazer e pensar(?) a arte, com o artista e sua obra se transformando em um espetáculo ao qual todos podiam assistir em horário nobre. A imagem acima de tudo, mas uma imagem irreal. Quanto mais distante da realidade mais venerável.
Todos esses não são valores ainda muito atuais? Talvez seja por isso que Andy Wahrol tenha ainda uma legião de fãs entre uma maioria de desinformados, porque a marca, o produto de mídia “Andy Wahrol” ainda se multiplica e ainda vende. Ele mesmo, em várias de suas famosas tentativas de profetização, declarou que a “arte empresarial é o passo que vem depois da arte”. E acrescenta: “Depois que fiz a coisa chamada 'arte', ou seja lá como chamam, entrei na arte empresarial”, porque “ser bom nos negócios é o tipo mais fascinante de arte”. Nada mais próximo da receita atual de capitalismo e também do modelo de arte do mercado: pega-se um artista – ou um não-artista, melhor ainda se tiver um 'não' antes – e sua brilhante ideia, passa-se pela peneira da midia, transforma-se ambos em uma grande novidade, combina-se que aquela obra foi vendida por milhões de dólares (às vezes é real!), lança-se artista e produto no mercado de ações, assiste-se freneticamente ao subir de suas cotações nas Bolsas de Valores, atinge-se o clímax ao som das notas de dólares preenchendo as carteiras (né, Wahrol?) e, após o orgasmo, poucos sobram para continuarem em movimento de sobe-e-desce. Até vir o próximo.
Mas vale a pena ir ver Andy Wahrol na Estação Pinacoteca de São Paulo. Aliás, vale a pena ir ver exposições, sempre, sempre, sempre! Mesmo que o que se apresente aos nossos olhos não seja do nosso gosto. Sim! Porque nós PODEMOS dizer que não gostamos – se não gostamos – seja de Andy Warhol ou de Vik Muniz! Porque hoje em dia até mesmo o básico direito de torcer o nariz para os artistas endeusados pela midia e curadores (mercadores) de arte, é recebido como ignorância! “Andy Wahrol – dizem “eles” - era um artista rebelde, que via a sociedade com cinismo”, apesar de ter se dado muito bem com essa mesma sociedade! Mas prefiro ficar com o jornalista brasileiro Luciano Trigo, que diz que quem enxerga na obra de Warhol “uma crítica à sociedade de consumo não entendeu nada”.

(*) Artista plástica, membro do Atelier de Arte Realista de Maurício Takiguthi, designer gráfica. Graduanda em Letras pela FFLCH-USP. Membro da coordenação da Seção Paulista da Fundação Maurício Grabois.


Publicado em http://www.vermelho.org.br/coluna.php?id_coluna_texto=3028&id_coluna=74

segunda-feira, 22 de março de 2010

22 de março: Dia Internacional da Água


Declaração Universal dos Direitos da Água
De acordo com a Declaração Universal dos Direitos da Água, ela é seiva do nosso planeta e condição essencial da vida na terra. Confira os artigos:
Art. 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.
Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta. Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.
Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.
Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.
Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.
Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.
Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.
Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.
Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.
Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

domingo, 21 de março de 2010

Método Evidengue mostra eficácia no controle da reprodução do Aedes aegypti


O modelo consiste em uma tela que, colocada em pratos e vasos de flores, impede a procriação do mosquito transmissor da dengue

Por Jamerson Costa

Em texto publicado no site do Sistema Integrado de Informação em Saúde do Rio Grande do Sul (SIS Saúde-RS), mantido por três instituições hospitalares, a pesquisadora Virgínia Schall apresentou o método Evidengue. Desenvolvido no Centro de Pesquisa René Rachou (CPqRR/Fiocruz Minas), o método ”mostra 100% de eficácia no controle a ovipostura de fêmeas adultas do mosquito transmissor, em recipientes caseiros como potes e vasos de flor”. A pesquisadora aponta que essas estruturas, entre elas pratos colocados como suporte para plantas, são os criadouros mais produtivos para larvas e pupas do Aedes aegypti, o mosquito transmissor do vírus da dengue. Diante disso, foi desenvolvida pela pesquisadora e pela equipe do René Rachou a Evidengue, uma espécie de tela mosquiteiro que evita o depósito, pelas fêmeas, das novas larvas nesses locais.

A eficácia do aparato está sendo avaliada tanto em campo quanto em laboratório, local onde se mostrou 100% eficaz para vedar pratos e, assim, impedir a ovipostura de fêmeas adultas do mosquito nesse tipo de recipiente. “Está em andamento um estudo na Região Metropolitana de Belo Horizonte no qual as caixas d’água e os vasos estão sendo vedados com as capas e os índices larvares estão sendo acompanhados, para verificar a efetividade da proteção na diminuição do número de recipientes infestados pelos mosquitos na região”, aponta a pesquisadora, no artigo.

“Espera-se que desse desenvolvimento resulte uma tecnologia de envoltórios de tela de poliéster, com aplicação mais ampla em recipientes domiciliares de coleta e armazenamento de água, entre os quais as caixas d’água, tambores, baldes, piscinas etc”, afirma. “Podem ser feitos em diversas cores e representarem adornos nas residências, facilitando a sua adoção. Confeccionados em grande número, podem ter preços muito acessíveis para a população”, sugere.

Em uma outra publicação, a revista Cadernos de Saúde Pública, Virginia abordou a importância de difundir o conceito de vedar os recipientes com água em lugar de tampar, o que de fato pode prevenir a entrada dos mosquitos. Na mesma publicação, foi apresentado o conceito de proficiência de uso, que é usar a capa de modo correto, para que ela de fato vede o recipiente. Afinal, assim como cintos de segurança, capacetes de motos, camisinhas, o uso adequado é essencial para seu efeito preventivo.

Em outros estudos, a equipe do CPqRR vem demonstrando a importância do uso da capa associado ao ensino em sala de aula. Os alunos que recebem a capa, ao levarem-na para casa, falam sobre o que aprenderam e incentivam os pais ou responsáveis a usarem a evidengue para proteger seus vasos de planta.

http://www.fiocruz.br


Veja mais sobre dengue em http://portal.saude.gov.br/saude/

Transgênicos para fins medicinais

Embrapa desenvolve transgênicos com potencial para a medicina

Por Tereza Barbosa

Brasília - A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com outros institutos de pesquisa do Brasil, Estados Unidos e Europa está trabalhando em uma pesquisa para desenvolver soja e tabaco transgênicos capazes de produzir em grande escala uma molécula com potencial medicinal, inclusive de combate ao câncer.

http://www.agenciabrasil.gov.br/?q=node/2550

Focas: sua assinatura pode ajudar no combate ao massacre



Manifeste sua indignação escrevendo para a embaixada canadense no Brasil e diretamente para o Parlamento Canadense:

Embaixada no Brasil:

e-mails:
Geral - brsla@international.gc.ca
Serviço Consular - brsla-cs@international.gc.ca

Parlamento Canadense:

e-mails:
Info geral: info@parl.gc.ca
Primeiro Ministro: Harper.S@parl.gc.ca
Senadora Céline Hervieux-Payette apoia o massacre: hervic@sen.parl.gc.ca

Abaixo segue carta enviada pelo Instituto Nina Rosa para a embaixada, Parlamento Canadense, Primeiro Ministro e Senadora Céline Hervieux-Payette que apoia o massacre.

Pode ser modelo para sua manifestação:

Gentlemen,

We are here to manifest our resentment and indignation caused by the provocative action of offering Seal’s corpses on the Canadian Parliament’s menu.

Seal hunting is a shame and a dishonor for the human beings, and should be banished instead of encouraged, especially by public authorities that should be a good example in Canada, in Brazil or anywhere in the planet.

To deceive the consumer’s consciousness about exploration and killing of helpless beings, and to put the commercial value above the right of living is an unworthy attitude that should be protested by anyone who desires to be in a more fair and pacific society.

Presidence
Instituto Nina Rosa – projetos por amor à vida
(projects for love of life)
www.institutoninarosa.org.br

Tradução da carta

Senhores,

Manifestamos nossa indignação pela atitude provocativa de oferecer cadáveres de focas no cardápio do restaurante do Parlamento Canadense.

A caça às focas é uma vergonha para a espécie humana. Deve ser banida e não incentivada, muito menos por autoridades públicas que deveriam servir de bom exemplo, seja no Canadá, no Brasil ou em qualquer lugar do Planeta.

Mascarar a consciência de consumidores sobre a exploração e assassinato de seres indefesos, e colocar o valor comercial acima do direito à vida é uma atitude indigna e deve ser contestada por todos os que desejam uma sociedade mais justa e pacífica.

Presidência
Instituto Nina Rosa – projetos por amor à vida
www.institutoninarosa.org.br

sexta-feira, 19 de março de 2010

Mal de Parkinson

Reportagem de Luiz Carlos Azenha (http://www.viomundo.com.br/
Em tempo: o João poderia aproveitar a oportunidade e libertar os passarinhos.

terça-feira, 16 de março de 2010

Dengue: vela ou “sapo” de andiroba


Por Luiz Roberto Barbosa Morais

A produção de óleo de andiroba é artesanal. Nas bacias de alumínio existem os chamados “sapos” utilizados na queima para espantar os insetos na floresta.
Na floresta amazônica é época de chuva e a umidade relativa do ar chega a 98% (Anais da 58ª Reunião Anual da SBPC, Florianópolis-SC, julho/2006). É neste período que, especificamente na ilha do Marajó, os rios e lagos enchem os campos, ficam verdes, os frutos amadurecem e aparece uma enxurrada de mosquitos. São maruins (Culicoides paraensis), carapanãs (Aedes aegypti, Anopheles (Nyssorhynchus) darlingi Root, 1926, Anopheles (Nyssorhynchus) albitarsis LynchArribalzaga, 1878, Anopheles (Nyssorhynchus) aquasalis Curry, 1932, Anopheles (Kerteszia) cruzi Dyar & Kanab, 1908, Anopheles (Kerteszia) bellator Dyar & Knab, 1908), entre outros insetos.
Em algumas localidades, mesmo durante o dia, temos que ficar embaixo de mosqueteiros, (tipo de cobertura de filó que colocamos nas redes para proteger-nos dos insetos e evitarmos as picadas dos mesmos).
Para diminuir o ataque destes insetos, os ribeirinhos queimam quase tudo – de esterco de búfalo a serragem. Porém o que mais diminui esta incidência de insetos é a queima do chamado “sapo” de andiroba que, embora produza uma fumaça de odor desagradável e forte devido à grande quantidade de óleo com ranço que este material possui, além da grande quantidade de dejetos de microorganismos, é a melhor solução que o homem da floresta tem ao alcance da mão.
Agora, também é a época de coletar frutos das andirobeiras e preparar para extrair o óleo de andiroba. Este óleo, extraído de forma artesanal, gera o resíduo que é queimado com a finalidade de espantar os insetos.
A indústria de óleos da Amazônia, Brasmazon, criada por mim e mais alguns sócios, em 1995, ao produzir óleo de andiroba em escala industrial, gerou um produto que passou a ser aproveitado na fabricação de vela de andiroba (tenho a patente, através do processo PI 9706610).
Estas velas chegaram a ser produzidas em larga escala pelo LAFEP, com as bênçãos do então ministro da Saúde José Serra para ser distribuído com a finalidade de auxiliar no combate à dengue – projeto este abandonado não se sabe ao certo por qual motivo (ver a revista IstoÉ, 30/01/2002*).
O doutor Lauro Barata, um dos maiores conhecedores de ativos da floresta e professor da Unicamp, publicou em 2002, um trabalho que isolava os ativos deste produto da andiroba, em “Estudo do resíduo industrial da extração do óleo de andiroba”.**, referendando, desta forma, o conhecimento popular transferido de geração em geração para caboclos como eu e muitos outros mais. Pergunto como caboclo e como químico: por que uma solução barata e de fácil acesso não esta sendo utilizada na prevenção da doença neste verão e nos verões passados?
Falta de informação? Só pode ser.
Hoje o quilograma do pó de andiroba para a vela custa R$ 4,00 para o consumidor final, podendo fazer até cinco kg de velas em casa mesmo – basta derreter a parafina e misturar ao pó de andiroba (20% é o suficiente), mexer por 15 minutos, filtrar em saco de coar café, colocar na fôrma de sua preferência ou em tubos de PVC com um pavio grosso que pode ser feito até mesmo de barbante ou pavios para velas “7 dias-7 noites” vendidos em casas de produtos artesanais (tome cuidado com cortinas e materiais inflamáveis quando está acabando de queimar esta vela, pois forma uma chama grande). O que sobra no saco de coar café pode ser acumulado para queimar fora de casa em fogareiros ou até mesmo churrasqueiras, antes ou depois da festa para afastar insetos, forma uma grande quantidade de fumaça.
Além disso, ao utilizar um produto deste você estará ajudando a preservar as andirobeiras da Amazônia – uma árvore produz de 50 a 200 kg de sementes por ano. Se as sementes não são compradas ao preço de R$ 250,00 a tonelada, estas árvores correm o risco de serem sacrificadas pelos ribeirinhos pela sua legítima necessidade de subsistência. A compra de velas aumentaria a demanda de sementes.
A vela feita com o óleo não tem uma fagorepelencia tão boa quanto da vela feita com fase sólida.
Atualmente, o pó de andiroba é vendido às empresas de produtos orgânicos ou utilizado nas lavouras contra formigas e fungos, tendo uma aceitação atual muito boa. Porém, fica novamente a pergunta: por que não evitar despesas, sofrimento e até mesmo morte com auxilio de um produto como esse?

* http://64.233.163.132/search?q=cache:TOcoLXU6ovUJ:www.istoe.com.br/conteudo/14453_LUTA%2BEM%2BNOME%2BDA%2BVIDA+Isto%C3%89+%E2%80%9CA+luta+contra+a+dengue+tamb%C3%A9m+%C3%A9+travada+na+Fiocruz&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br
Luta em nome da vida
A luta contra a dengue também é travada na Fiocruz. Far-Manguinhos desenvolveu uma vela feita com o bagaço da andiroba, planta amazônica que reduz entre 70% e 100% o apetite da fêmea do mosquito Aedes aegypti, responsável pela picada que transmite a doença. Far-Manguinhos licenciou dez laboratórios brasileiros para fabricar a vela, vendida entre R$ 2 e R$ 8. Mais um ponto para essa ilha de excelência”


** Adriano Martinez Basso, bolsista PIBIC/CNPq e o professor Dr. Lauro Euclides Soares Barata, orientador, Instituto de Química (IQ), Unicamp-SP.

Luiz Roberto Barbosa Morais nasceu em Belém (Pará), estudou engenharia e fez licenciatura em química. Pesquisa matéria-prima que tem potencial extrativista e pode ser aproveitada ou domesticada, com ênfase em matérias oleaginosas.

A Germinar revende as velas produzidas por www.curupiradaamazonia.com.br do autor da matéria (www.lojagerminar.com.br).
 
Prefeituras e governos interessados no combate à dengue:
- contato@curupiradaamazonia.com.br
- luizrobertomorais@superig.com.br

sexta-feira, 12 de março de 2010

FLORAIS DE BACH PARA ANIMAIS: GOTINHAS PARA EQUILIBRAR AS EMOÇÕES

Por Deolinda Eleutério*

O sistema Florais de Bach™ é composto por 38 essências extraídas de flores silvestres que possuem propriedades curativas. Foi criado em 1930 pelo médico inglês Edward Bach.

Os animais domésticos reagem emocionalmente às condições do ambiente, das pessoas, de outros animais. Distanciados de seu ambiente natural e há milhares de anos convivendo com os humanos, não raras vezes mostram sinais de desequilíbrio emocional. O objetivo da Terapia Floral é o equilíbrio das emoções.

ATENDIMENTO DA TERAPEUTA

É através da descrição que o dono faz do temperamento e comportamento de seu animal de estimação que a terapeuta pode identificar as emoções que o incomodam (medo, possessividade com o dono, dificuldade de aprendizagem, desânimo, impaciência, intolerância, hiperatividade, ciúmes, agressividade, tristeza, saudades etc.) e indicar as essências florais que irão ajudar a equilibrá-lo.

Uma fórmula de Florais de Bach pode conter até 6 essências colocadas num mesmo frasco conta-gotas de 30 ml e deve ser manipulada por uma Farmácia Homeopática ou de Manipulação. Uma fórmula com 6 essências custa cerca de 15 reais.

Alguns dados são necessários para a recomendação das essências adequadas:
idade e tempo que está com o dono; está esterilizado ou não; onde, como e com quem convive; como reage a pessoas e outros animais; estado de saúde - está tomando medicamentos ou passou por cirurgia...

OBSERVAÇÕES

- Florais não possuem componentes químicos e não têm contra-indicações.
- Outros animais podem tomar da mesma água.

* Florais tratam as emoções e não substituem o tratamento médico. Consulte sempre um(a) veterinário(a).

*Deolinda Eleutério é Terapeuta Holística CRT 26715-SP, formada pelo Instituto Bach em FLORAIS DE BACH EM ANIMAIS e realiza atendimentos gratuitos desde 2001 pelo email deolindaflorais@terra.com.br
Ativista em defesa dos Direitos Animais, desde 2004 organiza o site www.gatoverde.com.br.


Mais informações: http://www.floraisdebachparaanimais.blogspot.com/

Oficinas de Suco Vivo

A Comida Ecológica administra curso de nutrição do suco vivo, demonstração de todas as sete formas de fazer o suco vivo e ajuda você a criar um cardápio balanceado. Formato: conversas, explicações direcionadas e atendimento exclusivo. A palestra é realizada com degustação.
Tipo de oficinas: privadas (até três pessoas) ou em grupo (até 90 pessoas).
Informações: http://www.comidaecologica.com.br/oficinas_de_suco_vivo_.html

segunda-feira, 8 de março de 2010

Coloridas manhãs!

Paula Beiguelman e o Dia Internacional da Mulher

Paula Beiguelman
Intelectual brilhante, professora emérita da USP, autora dos livros “A Formação do Povo no Complexo Cafeeiro”, “A Crise do Escravismo e a Grande Imigração” e “Os Companheiros de São Paulo”, entre outros trabalhos. Nacionalista, indignada com o ex-professor da USP Fernando Henrique Cardoso e suas privatizações quando foi presidente, principalmente a entrega da Vale do Rio Doce. Menosprezava os que faziam da política uma profissão e gostava de reler, ao telefone, as matérias de Paulo Nogueira Batista Jr.
Neste 8 de março, minha homenagem é para você. Saudade!

8 de Março e as empregadas domésticas

Por Altamiro Borges

Neste 8 de março, milhares de protestos ocorrem no planeta para comemorar o centenário do Dia Internacional da Mulher. Apesar das controvérsias históricas, a instituição desta homenagem foi aprovada na 2ª Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, em agosto de 1910, proposta pelas comunistas Clara Zetkin, Rosa Luxemburgo e Alessandra Kollontai. A partir de então, ela passou a ser celebrada em datas distintas em cada país. A greve das tecelãs de São Petersburgo, em 8 de março de 1917, no clima da revolução russa, acabou unificando a data da homenagem.

Neste ano, as manifestações reafirmarão as bandeiras históricas do movimento feminista, contra a exploração de classe e a opressão de gênero. Também denunciarão as guerras imperialistas. No Brasil, os protestos serão focados na defesa no Plano Nacional de Direitos Humanos, que previa o direito ao aborto e foi alvo de brutal campanha das forças direitistas. Também será denunciada a violência contra as mulheres. Apesar dos avanços da Lei Maria da Penha, nove mulheres foram assassinadas no ano passado após registrarem ameaças de violência sexual e doméstica.

Pela valorização do trabalho da mulher

Como afirma a convocatória do protesto unitário de São Paulo, “voltamos a ocupar as ruas para comemorar o já conquistado, mas também para mostrar que a luta por autonomia, igualdade e direitos segue atual... Bandeiras históricas, como a socialização do trabalho doméstico, salário igual para trabalho igual, combate à violência, creches para todas as crianças e direito ao aborto, continuam na ordem do dia do nosso movimento. Seguimos batalhando para mostrar, a cada 8 de março, o quanto nossa sociedade ainda precisa avançar em relação aos direitos das mulheres”.

Um dos eixos do protesto será a luta pela valorização do trabalho. “Ainda hoje é desconsiderado economicamente o trabalho na esfera privada, que ocorre nos lares. Em média, a mulher trabalha 16 horas por dia; a maior parte não remunerada, outra parte, sub-remunerada. Mesmo com maior escolaridade, ela recebe em média 71% do salário masculino... Na crise econômica, as mulheres foram as mais atingidas, pois estão inseridas da forma mais precária no mercado de trabalho, predominando em profissões como empregadas domésticas e operadoras de telemarketing”.

Jornada semanal de 59 horas

Recente pesquisa do Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Sócio-Econômicas (Dieese) reforça este eixo central da luta das mulheres. Ela aponta que a jornada de trabalho das empregadas domésticas com carteira assinada atingiu até 54 horas semanais em 2009. Para as trabalhadoras informais, a jornada semanal média chega a 59 horas. O estudo também aponta que o serviço doméstico é a atividade com pior remuneração no país. A empregada doméstica recebe, em média, metade do valor pago às trabalhadoras do setor de serviços.

Segundo Patrícia Costa, economista do Dieese, houve tímido avanço neste setor nos últimos sete anos. O trabalho se formalizou, o que tem ajudado a melhorar as condições da profissão. A maior escolaridade e a abertura de vagas no comércio e serviços também fizeram com que o emprego doméstico deixasse de ser a porta de entrada no mundo do trabalho para as mulheres jovens. De acordo com a pesquisa, mais de 77% das mulheres que exercem a atividade têm de 25 a 49 anos.

Mesmo assim, a situação das empregadas domésticas continua sendo uma das mais degradantes, o que reafirma a importância dos combativos protestos em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Na luta contra a exploração de classe e a opressão de gênero reside a força e atualidade do movimento feminista. Como já ensinou Karl Marx, “a libertação da mulher é a condição para a libertação de toda a humanidade”. Viva o 8 de Março!http://www.altamiroborges.blogspot.com/

sexta-feira, 5 de março de 2010

Argila e sementes de maracujá para um bronzeamento por igual, entre outras dicas naturais

Para evitar desidratação
Nesta quinta-feira, por volta das 20h30, o canal Futura apresentou uma boa dica para sabermos quando estamos desidratados.
Recebemos informações cotidianas: tomar água e sucos naturais, comer frutas, não ingerir bebidas alcoólicas e evitar frituras, principalmente no verão.
A praia, principalmente lotada e com o sol ardendo, fica evidente que a grande maioria não leva muito a sério. Além de levar um isopor com latinhas de cerveja e refrigerantes, um dos primeiros pedidos a ser feito: “uma porção de pastéis” ou outro tipo de fritura.
A dica do canal Futura: quando estamos suados é só dar uma lambida neste suor. Caso esteja salgado, o organismo precisa repor o sal. Então é só comermos alguma coisa salgada – bolacha, azeitona...

Esfoliação com argila ou semente de maracujá para um bronzeado uniforme
Argila
Um dia antes de tomarmos sol e uma vez por semana:
- molhe o corpo e em seguida aplique a argila em movimentos suaves pelo corpo todo e o rosto. Peça ajuda para alguém, se for necessário, para aplicar e massagear as costas.
- deixe agir por 30 minutos.
- retire com água morna.
Para um completo relaxamento, passe óleo de castanha-do-pará ou outro de sua preferência.
A argila limpa profundamente a pele e retira as células mortas.

Sementes de maracujá
Para evitar desperdício e aproveitar a fruta:
Dois maracujás batidos no liquidificador no modo “pulsar”. Isto é, coloque a polpa com as sementes, aperte o “pulsar” e solte rapidamente. As sementes estarão totalmente separadas da polpa. Coe e separe as sementes.
Com a polpa faça seu suco ou o doce de sua preferência.
Sementes:
- triture as sementes no liquidificador com meio copo de água mineral.
- com o corpo molhado, passe com as mãos e vá massageando suavemente pelo corpo e rosto.
- deixe agir por alguns minutos.
- em seguida, retire com água morna.

O sol para a saúde
O chamado sol frio – assim que nasce e antes que esquente – é o melhor tratamento natural da pele. Indígenas e nativos do Norte e Nordeste sabem disto.
É comum, assim que nasce o bebê, levar o mesmo para tomar alguns minutos (de 5 a 20 minutos) de sol, principalmente nos pés e nas mãos.
É muito difícil encontrar problemas de pele nestas regiões.

Os bronzeadores e protetores que mancham a pele

Praticamente em todos eles, em “modo de usar”, está escrito: passe 30 minutos antes da exposição solar.

terça-feira, 2 de março de 2010

Olhar Escrito – novo blog de Adriana Gragnani e Sérgio Mudado

 
Adriana Gragnani, do blog http://www.asgavetas.blogspot.com/, paulistana da gema, e Sérgio Mudado, mineiro de Belo Horizonte, estão com um novo blog na praça – http://www.olharescrito.blogspot.com/
Eles se conheceram em uma sala de bate-papo na internet, em 1998. Participaram como colaboradores da primeira revista literária produzida no espaço O Caixote http://www.ocaixote.com.br/  – um baú de ossos de “coisas já publicadas e sem nenhum critério editorial de escolha a não ser o afeto, a amizade, o tempo e os ossos do ofício”.
Abaixo um conto de Adriana para a revista O Caixote.

Um cataplar d´água
Tive notícias de que nas justas quatro horas e cincoenta e cinco minutos do dia de ontem, involuntariamente os olhos de Chico se abriram. Foi um sabiá na janela que piava a ida da noite. Era de conhecimento que Chico havia anunciado aos pássaros: piem, piem, mas não passem antes das cinco!
Nosso amigo levantou com vontade de dar murros ao vento, com vontade de cataplar na poça para fazer chuá.
Depois das passadas de pássaros, em miudezas de tempo, me disse, ouviu o galo, outro galo, e finalmente o cachorro Plá da sua vizinha, a Dona Aninha.
Dona Aninha é pessoa muito boa, mas devo confessar, de alguma estranhice também. Aprecia usar de minuciosas sílabas para apelidar tudo que vive na terra. Plá é o cachorro, a gata é Fli. Ela mesma já disse que não se chama Aninha, é só Nhá. E me chama de Nan! Chico, então! Chico é Bir, o Bir que sonha em cataplar poças d´água.
Bir, estranhado pelo canto por demasiado cedo, enfurecido já ia arremessar seu sapato pela janela. Todo genioso, ele, desde quando infantil ainda.
Me disse o Bir que recuou, covardou quando sentiu um aroma que chegava de manso pela janela. Sossegou o pito, torceu a vontade de esmurrar o vento e saiu, cataplando a poça d’água de fronte à sua casa, lá existente desde o penúltimo verão.
Ele disse ter ouvido: “É o Bir!!! É o Bir!!!”, vindo da casa de Dona Nhá, de onde vinha, também, o cheiro do café acabado de ser torrado.
Ele me contou que se sentiu esfumaçado e sem vontade. Não quis tomar o café. Sentou-se onde eu o encontrei às sete horas da noite. Bir estava sentado na cadeira embaixo da jabuticabeira.
Passou o dia inteiro apostando corrida com sementes da fruta. E me disse que cataplou muitas delas na poça d’água, podendo-se considerar um vencedor!
Foi assim que encontrei Bir.
“Que os raios de luar o iluminem e protejam. Se assim não for, quem por nós olhará?” Saudei-o assim para que me olhasse sem pasmo.
Fui embora pensando... mania de fazer chuá o Chico sempre teve.
Desde menino quando queria enfiar-se em rios e córregos.
Depois inventou de desenhar em muros da cidade usando sua parte mais pudenta. Os desenhos, assim bem ligeiros, desapareciam com o calor. Chico não devotava atenção e seguia, desimportado.
Adiantou na idade, avançou e na mocidade imaginou entrar na Marinha. Mas Ermelindo noticiou barbaridades de rigor e momentos medidos. Desistiu, mudou de direção.
Sossegou o facho quando conheceu Vandelana. Fazia recusa de conselhos, sempre afastado com a namorada. Só dizia que construíam barcos e que eram azuis, que tinham cores de água. A fábrica de barcos afundou com o fim do amor.
Mas a vocação de chuá continuou.
Ocasião houve, até, muito distante a ocorrência, que se ofereceu ao pároco para ajudar nos santos serviços. Durou pouco o ajutório. Durou até o dia que o encontraram a coletar água da chuva com a pia batismal. Foi um alvoroço! O povo se dividiu! Uns queriam a pia como fonte na praça do coreto, outros que voltasse ao buraco que restou aberto no chão da sacristia.
Para resolver o embate e trazer calma à cidade, organizou, Chico, um torneio de engolir botão de roupa sem beber água. Quem conseguisse engolir três botões de formato de pérola – aqueles que enfeitaram um dia o vestido de sua falecida mãe, Mélia, no seu casamento – escolheria o lugar da pia.
Chegado o dia, Chico não encontrou os botões. Estavam guardados numa meia de algodão, cinza, muito velha. Um rato deve ter comido a ponta por onde escapuliram. Emburrou, o Chico. Não marcou novo torneio. Birrento, birrento, birrento, gritava o povo, birrento, o Chico!
Magoou-se, então, com a multidão. Isso Dona Aninha conta. Foi ela convocada para ser juíza da competição. Daí nasceu o Bir, o Chico Bir que todos conhecem.
Mas esse gosto, a vontade de cataplatamento de poças d’água, que deixa Mané, seu mano, preocupado, ninguém sabe. De onde vem essa vontade? É de longe que ela vem?
Me aflito em pensar que Chico Bir possa perder a lua de rumo; ficar assim quase amuado como a vaca Ló quando seu último bezerro se foi em brejo para nunca mais voltar.
Conheço desde tempos o Bir, e para mim sempre foi mesmo diferente. Na passada da última lua cheia, todo o céu bem varrido – só de luz que ficou o firmamento! – fomos remar no rio. Chico pôs o pé no bote e avisou que iria dormir, não queria ver os bichos na margem, prontos a comer a água e tudo o mais que nela navegasse. Bobo, ele! Não eram bichos, era a mata brilhosa com o brilho roubado da lua, enfeitando seus galhos e ramagens com a pintura do luar.
Naquele balouço gostoso das águas, de pôr em manso os sentimentos, Chico acordou agitado, dizendo estar com um desconforto que se pregou na cachola, afastando os sonhos. Queria estar na terra, com os pés bem sentidos no chão, de deixar marcas de dedo e calcanhar. Não se atentou para as horas, nem se preocupou com a surucucu dourada. Chico Bir pulou no rio, aparecendo, tempos depois, todo despenteado, agarrado na última nogueira, acenando para mim, com jeito de deboche, Fiquei só no barco, deixei ir pela corrente. Mas quando cheguei no porto, Bir tava já sentado à minha espera.
Me deu um beijo que até foi bom. Os lábios ficaram quentes, incandesceram. Até gostei e queria mais... Mas qual! Virou as costas e se embrenhou no mato.
Só o encontrei duas semanas depois.
Chorava, como muitos, a partida de Lori e toda a turma do circo que comandava. Bir sussurrou para mim: “Eu queria ficar com o circo! Bem lá no picadeiro, olhando para cima, me zonzeando com os gomos da lona”. E depois, me sussurrou: “São doces as ancas da Lori! Eu queria tanto cataplar poças d’água, Nan, ai... como queria!”
Mané, o mano, me disse que choramingo assim só tinha visto quando Chico brigou com Vandelana.
Aí eu chorei, de fazer fungar nariz. Por que o Chico Bir não ia? Porque não. Porque ele só queria fraco, não era forte sua vontade. Também não sabia se era isso, pois o não entendimento era meu. Mas se me desse de ser um pássaro, eu entraria pela janela de Chico Bir, sem pio, sem vento, para pousar meu olhar no seu dormir. Quem sabe um entreaberto de olho, de sono pouco calmo, me revelasse sua alma, me desse o caminho de saber sua vontade de cataplar poças d’água?
Fiquei acabrunhada, por dias, com a tristeza do Chico. Comecei a passear pela cidade, sem querer prosa, folguedo, algazarra de criança... Nem pegar manga me atrevia.
Dona Aninha bem que viu os meus internos sentimentos. Num dia, sentada na cadeira que botava na calçada todas as tardes, me chamou. Estava ela com aquele chapéu de abas largas que encobria um pouco seus olhos, fazendo a imaginação acreditar em mistérios de vida. A bem dizer, era a mais antiga moradora da cidade, a madrinha de gentes e gentes.
“Dona Nhá, sempre firme?”
“Firme, como, Nan? Firme é a árvore que balança no vento e continua em pé. Eu já me sento todas as tardes, minhas pernas descansam dobradas.”
Dona Aninha foi logo dizendo, assim diretamente e sem remendos de caminho, que me achava bastante crescida, me achava uma mulher em ponto de fazer mais que dar beijo corrido. Não entendia, ela, porque não juntava eu o corpo com alguém, tão bom era!
Desconsertei com o jeito do assunto, eu que sempre via a Dona Aninha como anja, sei lá, quase uma estátua de formatação toda completa, como sem andanças novas de idéia, só fazendo o nhenhenhem daquela parte da vida que eu conseguia enxergar, o café, o pão, a reza.
“Dona Aninha, só junto o corpo quando eu amar alguém”, respondi, breve e seca.
“Ora, Nan, vá cataplar poças d’água com o Bir!”
Fiquei de graça escorregada; com cara de ora-veja. Aquilo era conselho de Dona Aninha ou estaria ela rindo de minha querença, de meu sonho? Ah... se Dona Aninha soubesse que tudo que queria naquele instante era saber do cataplatamento de Chico Bir!
“Dona Aninha, sei lá o que seja isso, minhas idéias se perdem no destino do descobrimento.”
“Nan, corra as águas, todas as águas de sua atenção.”
Saí mais abatida... Quais as águas que conheço? As da chuva, do rio, da lágrima, as do poço, da cisterna... Ia andando pensativa e nem vi o Chico Bir na minha frente.
“Ô Nan! Cuidado! Assim você me derruba. Se caio, levo você junto ao chão.”
“Sabe Bir, troquei uns leros com a Dona Aninha. Ela me disse uma coisa que descompreendi, tão sábia ela é e me deixou sem precisão de certeza. Me palavreie umas idéias...”
“Você sabe que desconverso, Nan. Tenho teima em não falar muito.”
“Bir, por que Vandelana sumiu?”
“Nan, conversa mole, a sua.”
“Diga para mim, diga!”
“Ela não queira ver as águas. Me ajudava nos barcos, mas nem um túnel conheci, ela não deixou.”
Pensei comigo que a conversa seria mesmo difícil. Barcos andam sobre as águas, se deixam ver e se guiam pelo visto, de farol, farolete, posição de estrela no céu, por que andar de túnel?
“Bir, não entendi.”
“Deixa pra lá, Nan.”
“Chico, por que você não foi com a Lori?”
“Não interessa!”
“Chico, você me aprecia um tico?”
“Nan, você está como caracol! Toda de cautela e duvidenta!”
“Bir, me vou.”
Andei pra longe, me queria sozinha. Me encontrei na velha nogueira, deitei no chão e finquei as vistas no céu. Ele estava azul clarinho! Parecia o manto pintado da minha Santinha, Ave Maria. Será que ela nunca juntou corpo com alguém? Me dá uma quentura quando penso nisso! Vai descendo descontrolada até estourar no entremeio das pernas. E se passo as mãos no seio, piora tudo, então! Parecia que tava com bicho-de-pé na cachola e alguém... foi Dona Aninha! Foi Dona Aninha que roçou minha cachola! Fui ficando lá mansinha, dormente. Me marolando com a esquisitice da Dona Aninha, deixando o ouvido aberto para o som do rio, sossegando o corpo com a proteção da árvore.
“Nan! Acorda Nan!”
Levei um susto, o céu vermelhara já e Chico Bir me sacudia!
“Ô Bir, adormeci, nem reparei.”
“Nan, me ponho no chão com você, não se levante.”
Eu fiquei, fiquei olhando Bir deitar, olhar para o céu e dizer:
“Esses pássaros passam quando querem.”
“Bir, parece que não gosta de pássaro!”
“Nada, Nan. Gosto, sim. Fico até de alegre quando eles beijam a água para perder a sede.”
“Ah... cataplar sementes na água, pássaro beijar água, não entendo Bir, suas vontades.”
“Nan, é uma querença tão aguda de penetrar pelos túneis, de experimentar líquidos e derramar outros. Cataplafo em poças, mas é simples desejo do corpo que se esvai pelos pés. Me resto não-pleno, sinto até raiva.”
“Você já cataplou um túnel?”
“Tentei, fugiu de mim a vontade, porque só minha ela era.”
“Bir, você é tão mistérios... fico até quebrantada!”
“Nan, você me põe em tempo de querer.”
“Querer... Bir! Como seria bom!”
Bir veio para mim cantarolando – mar de águas, suas águas encobertas pela anágua, mar de águas, nossas águas catapladas em poças d’água...
Fui achando gostoso o canto e me abrindo, minha boca, meus entremeios, minhas pernas, profundos túneis de águas sem fim, quentes fios de rio, porejando pelos corpos... Nem pensava em nada, só de água me sentia.
Beijou-me Bir meus líquidos, minhas águas, explorou todos meus túneis, que nem eu mesma conhecia. Beijei-lhe todo, conheci-lhe suas poças, suas dobras; nem tempo corria ali, nem quando por lá um sabiá parou, bicou de umas aguinhas, piou, se despedindo, já que era chegado o tempo da noite.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Entrevista(s) com Nina Rosa e a Feira da Terra


Nina Rosa, presidente da ONG Instituto Nina Rosa, explica sobre o Kit Fulaninho, material sobre conscientização da posse responsável criado pela ONG.

Assista a entrevista com a ativista Nina Rosa Jacob e o médico nutrólogo Eric Slywitch, falando sobre o vegetarianismo, no programa “Deus médico dos médicos”, que vai ao ar na RedeTV, Domingo (28/02), às 12h.
Um ótimo bate papo na hora do almoço, esclarecedor para aqueles que ainda não experimentaram a culinária sem crueldade, e para aqueles que ja se alimentam dela.

Feira da Terra

Feira de produtos agrícolas orgânicos, agroecológicos e artesanais em Lumiar
1. Introdução:
A Feira da Terra  tem como um dos seus propósitos principais, reunir semanalmente os moradores, visitantes e produtores locais,  criando um espaço de troca de artes, ensinamentos e sabedorias tradicionais e contemporâneos, além de incentivar a produção e consumo de alimentos orgânicos e agroecológicos (mais ricos em nutrientes e sem agrotóxicos) e a valorização do artesanato local.
A parceria entre produtores e consumidores é fundamental para a valorização do consumo de alimentos saudáveis, a preservação do meio ambiente e o fortalecimento da agricultura familiar, que é a maior responsável pela produção de alimentos no Brasil.
O resgate e a valorização dos saberes tradicionais populares, expressos na produção artesanal (especialmente da população rural), além de promover a preservação e a continuidade dessas práticas, eleva a auto-estima e reforça a identidade local.                   

2. Proposta:
Realizar a feira semanalmente, com barracas para os produtos:
•    Orgânicos e agroecológicos – frutas, legumes, hortaliças e produtos caseiros (pães, geléias, compotas, leite e derivados etc.
•    Artesanatos ecológicos de produção local – taboa, bambu, palha de milho, patchwork, cerâmica etc
Atividades eventuais:
•    Cursos e oficinas sobre sistemas orgânicos de produção ecológica (permacultura), alimentação natural etc;
•    Feirinha de trocas e oficinas eco-pedagógicas para as crianças;
•    Tenda da Cura com práticas terapêuticas tradicionais e contemporâneas;
•    Exibição de filmes e documentários sobre Ecologia e Meio Ambiente;
•    Apresentação de grupos de teatro, música e danças regionais.
Contatos com Sandra Mara Ortegosa (sandraortegosa@yahoo.com.br) e Tiaya Sengers Godoy (tiayataruni@mail.com) – fones: (22) 2542-6117 (Tiaya) e (11) 9173-6248 (Sandra)

Saiba tudo sobre o evento em: http://www.syntonia.com/

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Bazar Veg e Palestras

Dia 28 de Fevereiro, das 11 às 17h, em São Paulo
O primeiro evento organizado pelo Guia Veg, em um ambiente muito acolhedor, será no restaurante Anna Prem que fica em frente ao Parque da Aclimação o lugar é perfeito para um encontro de veg's!
Ja estão confirmados para o Bazar Veg: Ativeg, Ativismo.com, Naa, Blousnii, Reh, Veddas, Siunka, Forever, Instituto Nina Rosa, Cão sem Dono, Surya Brasil e Palestra com a Tamara (ativista, biologa e voluntária do Instituto Nina Rosa) sobre Libertação Animal.

Ágar-ágar e receitas veganas

Ágar-ágar – é gelatina vegetal
É uma gelatina de origem vegetal, extraída das algas vermelhas. Sua composição nutricional difere completamente da composição da gelatina de origem animal.
A gelatina de ágar-ágar não precisa ser levada ao refrigerador para endurecer, ela endurece normalmente com o resfriamento à temperatura ambiente. Possui sabor neutro, portanto, pode-se adicionar qualquer outro ingrediente para dar sabor.
Vende-se ágar-ágar em fios semelhantes a macarrão, em barras compridas, mas é comumente comercializada em pó e sua cor geralmente é esbranquiçada.
A diluição é de meio litro de líquido para 4g de ágar-ágar.

Gelatina
A gelatina é muito utilizada na preparação de doces caseiros, mouses salgados e também na indústria como sobremesas, iogurtes, etc. É elaborada a partir da fervura de ossos, peles e tendões de animais. Fique atento nos rótulos dos produtos.
Matéria completa em: http://www.bemtefiz.com.br/ecologia/Substitua_gelatina_por_agar_agar/100
O sítio http://www.bemtefiz.com.br/ tem receitas de produtos de limpeza e cosméticos caseiros, casa ecológica, reciclagem, hortas e plantações, entre outras dicas.

Receitas veganas
Tem centenas de receitas veganas (e também vegetarianas) em ordem alfabética; como substituir carne, ovos, manteiga, leite e queijo em sua alimentação; além de dicas para crianças vegetarianas. http://www.eurooscar.com/Receitas-Vegetarianas/vegetarianismo.htm

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Jogos educativos, livros e acessórios de pano

O Movimento de Mulheres do Jardim Comercial e Adjacências é uma associação situada no Jardim Comercial, zona sul de São Paulo e tem como preocupação requalificar, através de cursos, mulheres da comunidade com baixo poder aquisitivo para o mercado de trabalho.
Outras ações são desenvolvidas para colaborar com a melhoria da qualidade de vida das famílias locais. Além dos cursos, elas desenvolvem e vendem vários produtos em tecido como livros, colchas de retalhos, acessórios e jogos educativos.

Pontos de vendas:

Shopping Alameda Center – Alameda Santos, 1347, Jd. Paulista. Segunda a sexta, das 10h às 20h; sábado das 9h às 17h. Tel. (11) 3171-3218.
Shopping Porto Paulista – Rua Augusta, 1600, segundo piso, quiosque 233. Segunda a sábado, das 10h às 21h; domingo das 14h às 20h.

Sede da entidade:
Rua Macinhata do Vouga, 205, Jd. Comercial, São Paulo-SP. Tel. (11) 5823-1641. http://www.movimentodemulheres.org.br/

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Reunião de estudo e piquenique vegano na Unicamp

 

"Olá! Já está tudo pronto para a nossa primeira reunião do grupo de estudos. Neste encontro vamos conhecer de forma introdutória os trabalhos de alguns dos principais personagens do movimento de libertação animal: os filósofos de direitos animais Tom Regan, Bernard Rollin, Gary Francione, e o filósofo utilitarista Peter Singer.

O estudo será no teatro de arena da Praça da Paz. Se chover vamos fazer no vão do PB (Prédio Ciclo Básico II). Após a reunião teremos um piquenique vegano! Sinta-se à vontade para trazer seu prato ou bebida. O estudo é gratuito e aberto a todos, humanos e não-humanos ;-" 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Nelson Mandela: 20 anos de libertação

Após ficar encarcerado durante 27 anos anos, Nelson Mandela é libertado em 11 de fevereiro de 1990.

Invictus

Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por miinha alma insubjugável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.

Além deste oceano de lamúria,
Somente o horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.

Autor: William Ernest Henley
Tradutor: André C S Masini

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Enchente e dengue: começou no Rio de Janeiro e estendeu em São Paulo – região e o estado. Este “trem ultrapassado” ainda quer ser presidente?

Cerqueira César: Enchentes em SP refletem falta de governo
Júlio Cerqueira César Neto: “São Pedro e o lixo jogado na rua não foram os responsáveis pelas enchentes de 8 de setembro e 8 de dezembro em São Paulo”
por Conceição Lemes
Filho feio não tem pai. Já se o rebento tem pedigree, sobram candidatos.
O governador de São Paulo, José Serra, é hors concours na área.  Assume como dele a criação do Programa Nacional de DST/Aids, do Ministério da Saúde, considerado um exemplo no mundo. Só que os verdadeiros criadores são a doutora Lair Guerra de Macedo Rodrigues e o professor Adib Jatene.
“Serra, pai dos genéricos? PSDB, criador dos genéricos? Assumir como deles é um embuste!”, disse em junho ao Viomundo, o médico Jamil Haddad, falecido na semana passada, aos 83 anos. Ex- deputado federal, ex-prefeito do Rio Janeiro e ministro da Saúde de outubro de 1992 a agosto de1993, Jamil Haddad é o verdadeiro pai dos genéricos do Brasil.
Em compensação, Serra nunca é pai de perebentos. Inexoravelmente culpa os outros. Tanto que terceirizou a paternidade das inundações em São Paulo. Além do desplante de dizer que o noticiário negativo era obra do que chamou de PT Press,  o governador afirmou que problema da enchente foi a enorme, anormal, atípica chuva.
Para colocar os pingos nos is, o Viomundo entrevistou o engenheiro Júlio Cerqueira César Neto. Durante 30 anos – está com 80 – foi professor de Hidráulica e Saneamento da Escola Politécnica/USP. É considerado um dos grandes especialistas do Brasil nessa área.
Viomundo – Nos últimos dois meses, São Paulo submergiu duas vezes. O prefeito Gilberto Kassab (DEM) e o governador José Serra (PSDB) culparam principalmente a “quantidade anormal de chuvas no período” e “ lixo jogado na rua pela população”.  São Pedro e o povo são os responsáveis por essas duas inundações históricas?
Júlio Cerqueira César Neto – Não.  Querendo dourar a pílula,  as autoridades lançaram mão de vários parâmetros para confundir a opinião pública. Esses fatores realmente existem.  Porém, São Pedro e a educação sanitária não são os causadores das enchentes de 8 de setembro e 8 dezembro.
Viomundo – São Pedro não teve mesmo culpa no cartório?
Júlio Cerqueira César Neto – Nas duas inundações deste ano, São Pedro está completamente isento. As duas chuvas [8 de setembro e 8 dezembro] não foram catastróficas, elas foram moderadas. Aliás, sempre que acontece uma enchente dessas, o prefeito, o governador, os secretários aparecem dizendo que São Pedro foi o responsável. Nada deixa a população mais irritada do que essa desculpa esfarrapada.
Viomundo – E o lixo jogado na rua?
Júlio Cerqueira César Neto – Prejudica um pouco, mas não é o principal. É só um fator colocado no debate pelas autoridades para confundir a opinião pública, e esconder os verdadeiros responsáveis.
Viomundo – Então quais as causas principais dessas enchentes?
Júlio Cerqueira César Neto – Uma delas, o assoreamento do Tietê. Assoreamento é o material sólido que vem na corrente líquida do rio: terra, erosão, lixo, entulho de obra. Na cidade de São Paulo, a declividade do Tietê é muito pequena e a velocidade, muito baixa. É como se o rio estivesse quase parado. Todo material sólido deposita-se, então, no fundo do canal, reduzindo a profundidade. Consequentemente, diminui também a capacidade de transporte de água na hora da chuva. É o que acontece com o Tietê. Em vez de ter espaço para passar, por exemplo, 1.000 metros cúbicos por segundo, só “cabem” 500. Os outros 500 transbordam.
Viomundo – Isso acontece também com os afluentes do Tietê?
Júlio Cerqueira César Neto – Pelo contrário. Eles têm declividade forte e velocidade grande de água e não assoreiam. Consequentemente, das cabeceiras até chegar ao Tietê, eles têm facilidade de transporte de material sólido. E como o Tietê tem velocidade muito baixa, esse material se deposita no canal do próprio Tietê.
Viomundo – Sempre foi assim?
Júlio Cerqueira César Neto – O Tietê sempre teve velocidade baixa. Não dá para modificar isso. É a conformação geológica e topográfica do rio.
Viomundo – Anualmente quanto de resíduos o Tietê recebe?
Júlio Cerqueira César Neto – Na cidade de São Paulo, entre a barragem da Penha [Zona Leste] e o Cebolão [Zona Oeste], aproximadamente 1,2 milhão de metros cúbicos de terra. Se você deixar isso no fundo do rio, a capacidade dele diminui. E o que o Departamento de Águas e Energia Elétrica, o DAEE do governo do Estado de São Paulo, tem feito? O DAEE faz a limpeza, mas tira apenas 400 mil metros cúbicos por ano.
Viomundo – O DAEE tira só um terço.
Júlio Cerqueira César Neto – Deixa, portanto, anualmente uma quantidade muito grande de sedimentos no Tietê, diminuindo capacidade de ele transportar as vazões de enchentes. No dia 8 de setembro, às 16h30m, no Viaduto da Casa Verde, um engenheiro mediu a quantidade de água que passava no rio. Deu 735 metros cúbicos por segundo. Ali, naquele trecho, se o canal do Tietê estivesse limpo, poderia passar mais de 1.000 metros cúbicos por segundo. Se o Tietê já transbordou com 735 metros cúbicos é porque  estava assoreado.
Viomundo – Se o Tietê não estivesse assoreado, a inundação de setembro não teria havido?
Júlio Cerqueira César Neto – A inundação aconteceu porque o Tietê estava com mais da metade da sua capacidade obstruída por resíduos depositados no fundo do seu canal e que não foram limpos adequadamente pelo governo do estado.
Viomundo – E no dia 8 dezembro?
Júlio Cerqueira César Neto – Nenhum engenheiro foi lá medir.  Mas pelas consequências a coisa foi muito semelhante à de 8 de setembro. Se a vazão não foi 735 metros cúbicos por segundo, foi de 835, 800, ou algo parecido. Se não houvesse assoreamento, a cidade não teria inundado. Houve inundação, porque o Tietê estava ainda mais assoreado do que em setembro. As causas que levam às enchentes são principalmente o assoreamento e a má limpeza do rio. 
Viomundo – Ou seja, tem de se varrer todo dia o lixo da “casa”(rio). Se acumular, com o tempo a gente não passa mais...
Júlio Cerqueira César Neto — Você tem um rio que deveria ter capacidade de 1.000 metros cúbicos por segundo. Se ele está sujo, a capacidade dele fica reduzida para 500,  por exemplo. Assim, se a quantidade de água devido à chuva for de 700 metros cúbicos por segundo, ele extravasa. Não tem jeito. Encheu porque estava assoreado.
Viomundo – Alargar o Tietê, avançando sobre as marginais, resolveria as enchentes?
Júlio Cerqueira César Neto – Não acho que a solução seja por aí. Outro dia vi uma entrevista de um urbanista, dizendo que a prefeitura precisava tirar as marginais da várzea e colocá-las na encosta.  No meu entender, tirar as marginais do lugar é algo totalmente fora de propósito.
Viomundo – E o que fazer?
Júlio Cerqueira César Neto – A calha do Tietê foi projetada há 20 anos. Na época, previa-se que a vazão de 1.000 metros cúbicos por segundo seria adequada para os nossos dias. Dez anos depois de iniciada a obra [levou 20 para ficar pronta], verificou-se que os 1.000 metros cúbicos já não seriam suficientes. Eram necessários 1.400. A urbanização foi muito mais intensa e mais rápida do que o imaginado. Ampliar o tamanho da calha não dá mais. A única forma de fazer com que a vazão voltasse a ser de 1.000 metros cúbicos por segundo é fazer piscinões. Infelizmente, pois são um mal necessário.
Viomundo – Por que infelizmente?
Júlio Cerqueira César Neto – Do ponto de vista hidráulico, os piscinões são perfeitos. Retêm o pico das cheias dos afluentes, diminuindo a quantidade de água que chega ao Tietê.  É o único jeito de fazermos com que a vazão do Tietê baixe de 1.400 metros cúbicos por segundo para 1.000. Para isso, o governo do estado de São Paulo, via DAEE, projetou 134 piscinões. Entretanto, nos últimos dez anos, construiu apenas 43.
Viomundo – Um terço...
Júlio Cerqueira César Neto – Pois é. Com isso, não conseguiu baixar a vazão de 1.400 metros cúbicos para 1.000. Ou seja, mesmo que a calha do Tietê estivesse limpa, ela seria insuficiente para uma capacidade de 1.300 metros cúbicos por segundo, por exemplo, que são vazões que ocorrerão daqui para frente, no período chuvoso, que vai principalmente de janeiro a março.
Viomundo – Então até agora não choveu muito mesmo?
Júlio Cerqueira César Neto – As duas enchentes ocorreram com chuvas moderadas. São chuvas do período de estiagem. Ou seja, o pior está por vir.
Viomundo – E como resolver a questão das enchentes a curto prazo?
Júlio Cerqueira César Neto – A calha do Tietê tem duas deficiências importantes e não  há como resolvê-las de pronto. Vamos ter de conviver com a insuficiência da calha por muitos anos ainda.
Viomundo – Por quê?
Júlio Cerqueira César Neto – Primeiro: temos de fazer 91 piscinões.  Se eles levaram [o governo São Paulo] 10 anos para fazer 43, levarão mais 20 para fazer os que faltam. Segundo: o governo do estado não está disposto a gastar mais do que a limpeza [de resíduos da calha] de 400 mil metros cúbicos por ano, quando são necessários  1,2 milhão. São duas deficiências que precisam ser resolvidas. Ou o governo do estado faz mais piscinões e limpa a calha do Tietê ou vamos ter enchentes frequentemente.
Viomundo – O senhor disse que os piscinões são um mal necessário. Gostaria que me explicasse por quê.
Júlio Cerqueira César Neto – Nós temos um sistema que conduz o esgoto doméstico e outro, as águas pluviais. Chama-se sistema separador absoluto. Porém, há 30 anos, a nossa “magnífica” Sabesp constrói redes coletoras de esgoto que jogam o esgoto diretamente no córrego mais próximo. O córrego é do sistema de drenagem e não do sistema de esgotos. Então, todos os córregos da região metropolitana de São Paulo e o próprio rio Tietê – deste eu nem preciso falar para você – são esgotos a céu aberto. Os esgotos saem da rede, entram nos córregos. Portanto, quando se faz um piscinão num córrego desses, você retém não apenas a água da chuva mas a do esgoto também.
Viomundo – Quer dizer que o piscinão é um “esgotão”?
Júlio Cerqueira César Neto – Na prática, os piscinões são verdadeiros esgotos, sim. Ainda mais quando a água fica parada. Daí, sim, ela decanta, formando um lodo no fundo. É uma situação sanitária extremamente desfavorável. Esse é um dos aspectos pelos quais eu não gosto dos piscinões. Na sequência, eles se tornam um tremendo problema; são foco de proliferação de doenças na cidade.
Viomundo – Ou seja, do ponto de vista de saúde pública o piscinão é péssimo?
Júlio Cerqueira César Neto  – Sim. Por isso eu digo que é um mal necessário. Só deve ser feito onde não há outra coisa a fazer. Não façam, pelo amor de Deus, piscinões para resolver alagamentos das cidades da região metropolitana, que são as enchentes das prefeituras. Deixem a água correr normalmente.
Viomundo – A curto prazo, o senhor já disse que não tem solução para o Tietê. Se o governo acelerar hoje a limpeza do rio, o resultado não vai aparecer amanhã. E agora?
Júlio Cerqueira César Neto  – Esse trabalho tem de ser iniciado já. O governo do estado tem de passar a tirar 1,2 milhão metros cúbicos de resíduos do Tietê.  Precisa colocar mais dinheiro no orçamento do ano que vem, porque essas obras não são feitas em uma semana. E esse trabalho de limpeza tem de ser feito o ano inteiro – de janeiro a dezembro. Ininterruptamente. É tirar, tirar, tirar, para evitar o acúmulo de resíduos no fundo do rio.
Viomundo – E se governo do estado de São Paulo não fizer a limpeza diária como tem de ser feita, nem investir os recursos necessários?
Júlio Cerqueira César Neto  – Então que avise a população. Avise-a também que a cidade vai inundar. Quanto aos piscinões, em vez de levar 10 anos para fazer os que 91 que faltam, que faça em 5 anos.
Viomundo – E se o governo disser que não pode?
Júlio Cerqueira César Neto – Pode, sim. É só colocar dinheiro.
Viomundo – Isso implica estabelecer as enchentes como prioridade.
Júlio Cerqueira César Neto  – Se é que é uma prioridade... Não me parece.  Até agora, o governo de São Paulo não disse a que veio. Na quarta-feira, a Câmara Municipal aprovou o orçamento da Prefeitura. Para 2010, a verba de córregos e galerias para o sistema de drenagem pluvial da cidade foi cortada pela metade. E olha que provavelmente nem o orçamento inicial seria suficiente. Mas não cortaram a verba de publicidade da prefeitura. Com essas atitudes, o  recado que deram é o de que enchente não é um problema importante.
Viomundo – Será que a Prefeitura e o Governo do Estado de São Paulo estão contando  com a ajuda  especial  de São Pedro nos próximos meses? 
Júlio Cerqueira César Neto  – Eu não vejo com otimismo a nossa próxima estação chuvosa, não. Janeiro, fevereiro e março são os meses  das grandes chuvas. E nós vamos ter situações piores do que as tivemos em setembro e dezembro.
Viomundo – Há quatro anos, quando foi concluído o bilionário rebaixamento da calha do Tietê, se propagandeou que São Paulo não teria mais enchentes. E agora?
Júlio Cerqueira César Neto  – Essa informação de que não teríamos mais enchentes em São Paulo era simplesmente uma mentira. Primeiro, a calha não tem a capacidade que deveria ter. Segundo, faltam 91 piscinões. Terceiro, se o governo não se propuser a tirar do fundo do rio a quantidade necessária de resíduos, nós vamos continuar tendo mais enchentes . Portanto, é mentira que não teríamos mais enchentes aqui.
Viomundo – Mas não tem jeito mesmo de se evitar inundação nesses próximos meses em São Paulo?
Júlio Cerqueira César Neto – A não ser que São Pedro se transforme num anjinho e diga: “Não chova mais na região de São Paulo, a não ser umas gotinhas...” Mas isso a gente não pode esperar, concorda?
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José Serra “privatizou” as enchentes
A bancada estadual do PT ingressou nesta semana com uma representação na Procuradoria Geral da Justiça de São Paulo para que sejam apuradas “as suspeitas de ilegalidade, inconstitucionalidade e improbidade na gestão de José Serra, que reduziu os recursos para a prevenção e o combate às enchentes”. O partido acusa o governador tucano de “má gestão e omissão criminosa” e denúncia que os recursos para a prevenção das enchentes estão sendo remanejados, e “têm sido destinados à publicidade do seu governo, visando às eleições presidenciais de 2010”.

Em 2009, Serra deixou de investir R$ 114 milhões nas obras de desassoreamento da bacia do rio Tietê. Já o Orçamento de 2010 prevê corte de outros R$ 51,5 milhões para as ações de prevenção de enchentes. No outro extremo, o obstinado candidato tucano garfou R$ 561 milhões dos cofres públicos para a rubrica comunicação em 2010. Em 2006, o gasto foi de R$ 37 milhões. Ou seja: no ano da sucessão presidencial, o tucano multiplica por quinze vezes os gastos em publicidade. Já as vítimas das enchentes, inclusive os quase 70 mortos até agora, ficam sem recursos públicos.

O “modelo de gestão” tucano

Caso a Procuradoria Geral da Justiça decida, de fato, apurar a denúncia de “omissão criminosa” do governador paulista, ela prestará uma inestimável ajuda à sociedade. Ajudará a desmistificar o badalado “modelo de gestão” de José Serra, vendido no país como um exemplo de sucesso pela mídia demo-tucana. Os estragos provocados pelas enchentes em São Paulo são uma prova cabal de que este “modelo” causou o sucateamento do estado e incentivou a privatização de serviços públicos essenciais para a população, em especial a mais carente das abandonadas periferias.

Com este intento, os procuradores poderiam consultar o excelente blog Vi o mundo, editado pelo jornalista Luiz Carlos Azenha, que tem reproduzido várias matérias sobre as verdadeiras causas das enchentes. Numa delas, a repórter Conceição Lemes entrevistou José Arraes, integrante do Comitê da Bacia do Alto Tietê, do Subcomitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê e do conselho gestor da APA (Área de Proteção Ambiental) da várzea do Tietê. Seu depoimento é bombástico e até poderia resultar numa ordem de prisão contra o tucano José Serra.

Gerenciamento de barragens privatizado

O especialista revela que o gerenciamento das barragens do Alto Tietê, que tem forte impacto no nível dos rios e nos estragos causados pelas enchentes em vários bairros da capital e em inúmeras cidades do interior paulista, atualmente é feito por um consórcio de empresas privadas. A Sabesp e o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) foram afastados desta função estratégica. Documentos comprovam que a Sabesp deverá pagar até R$ 1 bilhão nos próximos 15 anos para este consórcio privado. O contrato faz parte da balada parceria público-privada, vendida por José Serra com seu bem sucedido “modelo de gestão”.

As vítimas das enchentes não sabem desta negociata, já que transparência e democracia não são práticas comuns do truculento governador paulista e a mídia demo-tucana evita tratar do assunto para blindar seu protegido, em especial num ano de eleição presidencial. Reproduzo a entrevista:

Viomundo: Por que a Sabesp e o Daee mantiveram as barragens lotadas?

José Arraes: Eu desconfio de um destes esquemas. Primeiro: para não faltar água para a Região Metropolitana de São Paulo. Assim, pode ter havido determinação governamental para estarem na cota máxima. Segundo: a Sabesp e o Daee já estarem aumentando o volume das represas, visando aumentar a produção da Estação de Tratamento de Água Taiaçupeba de 10 metros cúbicos por segundo para 15 metros cúbicos por segundo (10m³/s para 15m³/s). Terceira: a privatização do Sistema Produtor de Água do Alto Tietê (SPAT). Hoje é um consórcio de empresas privadas que regula, administra, mantém e fornece as águas que estão represadas nessas barragens.

Viomundo: Por favor, explique melhor isso.

José Arraes: Existe um consórcio de empresas – entre elas, uma empreiteira conhecida na nossa região, a Queiroz Galvão –, que hoje gerencia as águas reservadas nas represas em uma parceria público-privada. Toda a água represada em todas as barragens do Sistema do Alto Tietê é gerenciada por esse consórcio. Quanto mais cheias as represas, mais interessantes para o consórcio. Interesse comercial, nada mais do que isso.

Viomundo: Quer dizer que as águas das barragens do Alto Tietê estão privatizadas?

José Arraes: Sim. As empresas do consórcio fazem a conservação das barragens e a intermediação com a necessidade da Sabesp que a trata e remete para a população. Logo, para o consórcio de empresas, quanto mais cheias estiverem as barragens, mais água fornece para a Sabesp. Mais ganhos financeiros, portanto.

Viomundo: Qual das três hipóteses é a mais provável?

José Arraes: Talvez a combinação das três. Cabe ao Ministério Público investigar. O fato é que as barragens do Alto Tietê estão excessivamente cheias e as comportas estão sendo abertas, contribuindo com as inundações em toda a calha do rio até a região do Pantanal.

Enchentes: “omissão criminosa” de Serra
As enchentes que castigam São Paulo desde dezembro passado não são culpa exclusiva da mãe-natureza, como insiste em alardear a mídia demo-tucana. Bem diferente da postura adotada na gestão de Marta Suplicy, quando os âncoras e comentaristas da televisão crucificaram a prefeita petista, agora a mídia tenta limpar a barra dos responsáveis – culpa Deus e o povo. A TV Globo, sob o comando do “senhor das trevas” Ali Kamel, amiguinho de José Serra, é a mais tendenciosa na cobertura. O governador nem sequer é citado, parece que submergiu nas águas lamacentas.

E isto quando os estragos causados não têm qualquer comparação na história recente do estado. Até o final de janeiro, cerca de 70 pessoas já haviam morrido em decorrência dos desabamentos e afogamentos; 132 cidades paulistas tinham sido atingidas por inundações e desmoronamentos; bairros da capital e 26 municípios do interior estavam alagados, com a população vegetando em lonas e barracos, sem comida e água para beber. Diante do caos, o prefeito demo Kassab culpou os pobres; o governador tucano Serra sumiu; e a mídia demo-tucana faz de tudo para blindá-los.

Recursos desviados para a publicidade

Mas o povo não é bobo e a verdade vai aparecendo aos poucos – o que talvez explique a queda do presidenciável tucano nas últimas pesquisas de opinião pública. Várias entidades populares e técnicos sérios passaram a denunciar os verdadeiros culpados pelo drama vivido pelos paulistas. O Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente (Sintaema) comprovou que a empresa responsável pelo setor, Sabesp, foi sucateada durante o longo reinado tucano no estado, com a demissão de milhares de funcionários e os cortes nos investimentos em infra-estrutura.

Com base em várias denúncias, a bancada do PT na Assembléia Legislativa entrou nesta semana com representação na Procuradoria Geral da Justiça para que sejam apuradas “as suspeitas de ilegalidade, inconstitucionalidade e improbidade na gestão de José Serra, que reduziu os recursos para a prevenção e combate às enchentes”. O partido responsabiliza o governador por “má gestão e omissão criminosa” e denúncia que os recursos para a prevenção das enchentes estão sendo remanejados e “têm sido destinados à publicidade do seu governo, visando à eleição de 2010”.

Cortes nos gastos em infra-estrutura

As provas exibidas pela bancada petista são irrefutáveis. De acordo com dados do Orçamento do Estado, em 2010 houve redução de 20% nas operações de combate a enchentes. Em 2009, foram previstos R$ 252 milhões; já em 2010, estão estimados R$ 200 milhões – uma queda de R$ 51,5 milhões. “Os números revelam que será cortado quase o dobro do valor dos atuais contratos para desassoreamento da calha do Rio Tietê, que somam R$ 27,2 milhões – se com os valores atuais o resultado é o visto, imagine-se com um corte que é o dobro dos valores atuais”, alerta a bancada.

O orçamento estadual também prevê menos investimentos em serviços e obras complementares da Bacia do Alto Tietê. O corte proposto para 2010 é de 61%. Já no Departamento de Água e Energia Elétrica, órgão do governo responsável pelas obras da calha do Tietê, foi previsto um corte de R$ 20,3 milhões. “Essa redução se dá especialmente nas despesas correntes, onde estão as ações de desassoreamento da calha, que atingiram o valor de R$ 30,8 milhões e o impacto de R$ 42 milhões a menos nos investimentos”, descreve o texto da representação.

“Má gestão e imoralidade pública”

A Procuradoria recebeu tabelas comparativas entre os gastos no combate às enchentes e os gastos em publicidade. Extraídas do Sistema de Gerenciamento de Execução Orçamentária (Sigeo), elas revelam que, entre 2006 e 2009, José Serra deixou de contratar o desassoreamento e de destinar recursos adequados ao combate às inundações. “Havia uma previsibilidade e, então, temos uma omissão culposa, além da má gestão e da improbidade face à imoralidade do desvio de finalidade que a alocação dos recursos representa”, critica o deputado Ruy Falcão, líder da bancada.

Os estragos causados pelas enchentes em São Paulo, além de confirmarem o total menosprezo do governador José Serra com os dramas da população, corroboram a tese de que existe uma relação promíscua entre o grão-tucano e a mídia golpista. Como insiste o jornalista Luiz Carlos Azenha, no vigilante blog Vi o mundo, a imprensa evita desnudar as verdadeiras causas desta tragédia paulista. Ela inocenta o presidenciável tucano e prefere culpar Deus e os pobres, fazendo vários malabarismos jornalísticos e estatísticos para justificar o injustificável.

Mídia não toca na promessa tucana

O atento blogueiro observa que “nos últimos dias, a Folha e outros órgãos da mídia tem dançado em torno de um recorde irrelevante: se as chuvas desde janeiro em São Paulo serão ou não as maiores dos registros históricos. Minha pergunta é: e daí? Para quem é vitima das enchentes ou para quem dirige pelas marginais do Tietê e de Pinheiros isso é absolutamente irrelevante”. Para ele, o bom jornalismo recomendaria averiguar porque a principal promessa eleitoral dos tucanos, a do fim das enchentes na calha do rio Tietê, afundou de vez no cotidiano lamaçal paulista.

“É impossível dançar em torno dessa realidade: o gerenciamento das represas do Alto Tietê e a capacidade de vazão do rio são essenciais não apenas para a temporada de chuvas de 2010, mas de 2011, 2012, 2013..., independentemente de quem seja o governador. Sabemos que Geraldo Alckmin concluiu uma obra bilionária cuja promessa central era acabar com as enchentes em São Paulo... No entanto, quatro anos depois da conclusão desta obra o rio Tietê já transbordou quatro vezes: uma durante o próprio governo de Alckmin e três recentemente, no governo Serra. Foram milhões em prejuízos para a cidade, tanto em danos diretos como em danos indiretos”.
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